Por Alexandre Jatobá
Depois de três meses consecutivos de quedas, a produção industrial voltou a crescer em novembro, de acordo com dados do IBGE. Houve um crescimento de 0,3% em relação ao mês de outubro. Mas, em relação a novembro do ano passado, houve um recuo de 2,5%. E, comparando os resultados do mês de novembro em relação aos resultados dos meses anteriores, pode-se observar uma aceleração no ritmo da queda do setor.
Por categoria de uso, a queda mais expressiva foi a dos bens de consumo duráveis (- 11,5%), principalmente automóveis, telefones celulares e eletrodomésticos. A produção dos bens de capital também recuou acima da média, apontando uma queda de 2,6% na relação novembro de 2011/novembro de 2010. No primeiro caso (o dos bens duráveis) pode-se dizer que os industriais não estão apostando na demanda interna, que vinha sendo um dos motores do crescimento econômico do país. E no caso dos bens de capital, a queda no nível da produção significa queda no nível de investimento da economia.
Dado que não há perspectivas de curto prazo para o crescimento do consumo interno e dado o cenário de incerteza ainda presente na economia européia, restará à indústria contar com a força da locomotiva chinesa e a retomada do crescimento da economia americana para retomar a trajetória de crescimento.
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