<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0' version='2.0'><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-5363245465536248582</atom:id><lastBuildDate>Mon, 21 May 2012 20:03:27 +0000</lastBuildDate><title>Datamétrica</title><description></description><link>http://www.blogdatametrica.com.br/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Datamétrica)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>301</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-5363245465536248582.post-2354258159806600936</guid><pubDate>Fri, 18 May 2012 18:46:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-05-18T15:46:22.495-03:00</atom:updated><title>Nosso Governo Mãe e os Remédios</title><description>&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Por André Magalhães &lt;/i&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;No Diário Oficial da União de hoje, foi publicada a proibição determinada pela Presidente Dilma Rousseff para a venda de remédios, que não precisam de prescrição médica, em supermercados. O argumento é bem interessante: existe o perigo da auto-medicação. Ou seja, as pessoas não sabem comprar remédios e só não se automedicam porque as farmácias não permitem!&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Grande piada! Primeiro, o argumento é, no mínimo, paternalista: o Governo decide pelo povo que, pobrezinho, não tem condições de pensar sozinho.  Segundo, alguém já tentou comprar um remédio para dor de cabeça numa farmácia e foi impedido ou orientado pelo responsável pela venda? Normalmente, você pede o remédio, eles tentam empurrar um que rende mais para a farmácia e você faz a compra.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Terceiro, isso é muito mais uma proteção às farmácias e drogarias que temem perder a exclusividade nessa área. Podem até ter razão em temer por isso, mas não podemos tirar a opção do consumidor em comprar um produto mais barato e num local de maior conveniência para proteger um setor. Ou podemos? Aparentemente sim! Uma pena!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5363245465536248582-2354258159806600936?l=www.blogdatametrica.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.blogdatametrica.com.br/2012/05/nosso-governo-mae-e-os-remedios.html</link><author>noreply@blogger.com (Datamétrica)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-5363245465536248582.post-8081242609681406422</guid><pubDate>Thu, 17 May 2012 12:10:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-05-17T09:11:02.120-03:00</atom:updated><title>Semear e colher</title><description>&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Por Carlos Magno Lopes&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante os últimos quatro anos, dois dos quais (2008-2009) marcados pela mais profunda crise econômica desde a Grande Depressão, causou perplexidade a volúpia arrebatadora da sociedade brasileira pelo consumo. Todas as classes de renda, indistintamente, deliciaram-se com os ganhos de bem-estar que só o consumo consegue produzir. Nada de errado com isso, exceto, talvez, a imprudência e o excesso de otimismo. Afinal, a ciranda de gastos das famílias mesmo em período de acentuada instabilidade na economia internacional, pode ser interpretada como resultado da enorme confiança que depositavam em relação à capacidade do Brasil em superar essas adversidades. De fato, as políticas de estabilização adotadas, conjugadas com bons fundamentos macroeconômicos, permitiram que o pior da crise passasse ao largo da economia brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A demanda reprimida, a expansão do crédito e o crescimento do salário e emprego deram às famílias o fôlego que buscavam, merecidamente, para irem às compras. Milhões de sonhos de consumo foram realizados, tornando todos mais felizes, mesmo com taxas de juros exorbitantes. Lamentavelmente, muitos não perceberam que a compatibilidade entre o fluxo de receitas futuras e despesas é essencial para assegurar a solvência intertemporal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os excessos, como não poderiam deixar de ser, começam a revelar seus custos. Com efeito, dados da Serasa Experian, relativos ao mês de abril deste ano revelam crescimento significativo da inadimplência dos consumidores em relação ao mesmo período do ano passado da ordem de 23,7%. Esse incremento é o maior registrado para abril desde 2002. Além disso, o aumento sazonal da inadimplência nos três primeiros meses do ano que, regra geral, tem seu máximo atingido no mês de março, em 2012 continuou a crescer aceleradamente (4,8% em abril em contraste com março). Por outro lado, o valor médio das dívidas não bancárias também subiu significativamente no primeiro quadrimestre do ano em relação ao do ano passado (23,8%).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O recuo da demanda por crédito para consumo, importante indicador do otimismo do consumidor, também foi apreciável. Por último, alguns bancos já começam a aumentar provisões para cobrir eventuais créditos de liquidação duvidosa, porquanto detectaram sinais de que a inadimplência pode ter iniciado uma trajetória ascendente. As incertezas quanto aos rumos da economia internacional, nesse contexto, só contribuem para agravar ainda mais as perspectivas de arrefecimento do consumo, o componente da demanda agregada que maior influência exerceu sobre a economia brasileira durante os anos mais agudo da crise financeira internacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resta aos consumidores brasileiros a opção de gerirem seus planos de consumo com mais cautela, sem esquecer que todos colhem quase sempre o que semeiam.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5363245465536248582-8081242609681406422?l=www.blogdatametrica.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.blogdatametrica.com.br/2012/05/semear-e-colher.html</link><author>noreply@blogger.com (Datamétrica)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-5363245465536248582.post-6343815075499546102</guid><pubDate>Wed, 16 May 2012 17:39:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-05-16T14:39:06.172-03:00</atom:updated><title>Sinais do além</title><description>&lt;i&gt;Por Marcelo Eduardo A. Silva &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir de 1999 com a entrada em vigor do regime de metas de inflação, a política monetária tem se guiado em um tripé bastante conhecido: uma meta explícita de inflação, câmbio flutuante e superávit fiscal. Diria que este tripé foi fundamental para garantir a estabilidade necessária para que a economia começasse a pensar em questões de mais longo prazo e a passar por períodos de turbulência com impactos reduzidos sobre o seu desempenho. Apesar do sucesso desta estratégia, há sinais de que o governo atual tenha resolvido estabelecer metas diferentes. Em particular, preocupa-me duas coisas: a primeira é que o Banco Central não é mais, na minha opinião, a principal voz na condução da política monetária. A segunda é que aparentemente o governo resolveu mexer no tripé, basicamente ao focar numa meta implícita para a taxa de câmbio e relaxar no combate à inflação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No primeiro caso, os insistentes posicionamentos de membros do governo e da própria presidente sobre qual deveria ser a trajetória da Selic e a consequente alteração da mesma, mostra que talvez o Banco Central esteja perdendo a independência operacional que vinha gozando desde a época do governo FHC. Aliás, vale salientar que apesar de discordâncias terem ocorrido no governo Lula sobre o comportamento da política monetária, o Banco Central sempre manteve seu foco naquilo que ele sabe fazer de melhor: controlar a inflação. Isto parece ter mudado. À despeito das expectativas de mercado sobre a inflação se encontrarem em torno de 5,22% para 2012 de acordo com o último boletim Focus do BCB, isto não parece incomodar o governo. Tampouco incomodou o fato da inflação ter alcançado a incrível marca de 6,499999% em 2011, nas contas do IBGE, ou seja, quase e quase mesmo no topo da meta de inflação que era de 6,5%. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No segundo caso, as frequentes intervenções do Banco Central no mercado de câmbio e as falas do ministro da fazenda e da própria presidente sobre “usar todas as armas necessárias” para evitar a sobrevalorização do real (em alusão aos problemas que isto causaria à competitividade setor industrial) levantam a suspeita de que o governo esteja perseguindo uma meta implícita de câmbio. Ao fazer isto põe em xeque o tripé sobre a qual se baseou a nossa história de sucesso na política monetária até então. O problema é que nossas experiências passadas com pirotecnias na política econômica nos deixaram um legado de baixo crescimento e inflação alta no passado recente, algo que os “novos velhos magos” da política econômica brasileira insistem em não se lembrar. Crescimento econômico se gera com maior produtividade, produtividade se gera com melhorias na infraestrutura, redução e simplificação tributária e burocrática, com investimentos em ciência e tecnologia, formação de capital humano, e não com medidas que buscam alterar a nossa competitividade artificialmente seja através de intervenções no mercado de câmbio seja com crédito subsidiado via BNDES para os industriais e empresários de sempre. Mexer no tripé pode até gerar algum benefício no curto prazo, mas a conta salgada virá em breve.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5363245465536248582-6343815075499546102?l=www.blogdatametrica.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.blogdatametrica.com.br/2012/05/sinais-do-alem.html</link><author>noreply@blogger.com (Datamétrica)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-5363245465536248582.post-5079895997517777590</guid><pubDate>Tue, 15 May 2012 12:12:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-05-15T09:13:41.957-03:00</atom:updated><title>Considerações animalescas</title><description>&lt;i&gt;Gustavo Maia Gomes&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; Está sendo realizada, no Recife, a Feira Nacional de Produtos e Serviços da Linha Pet e Veterinária, Fenapet. Um sucesso: até um dia antes do encerramento, 22 mil pessoas já tinham comparecido e comprado para seus cães e gatos, entre outras coisas, protetores solares, unhas postiças e ofurôs. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; Estimativas das vendas totais não foram fornecidas, mas a Fenapet serviu para confirmar e reforçar o atual dinamismo e as boas perspectivas da economia de Pernambuco. Depois da refinaria de petróleo, do estaleiro naval e do polo petroquímico, o estado vai ganhar uma fábrica de sorvete para gatos e cachorros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; Cuidar dos bichinhos, limpar seu cocô, banhá-los regularmente são atividades prazerosas aos que possuem animais domésticos, que se tornam verdadeiros membros das famílias. Lindo. Mas, há um problema. A excessiva concentração em apenas dois animais pode levar a uma exaustão do mercado. É por isso que os economistas do ramo se preocupam em difundir o interesse por outros bichos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; De uma missão assim tão importante, não poderia eu me omitir, mesmo sem ser especialista na área. Portanto, nas fotos e legendas abaixo, dou duas sugestões de novos animais de estimação.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-rtyq4tEINOA/T7JH-Ncr-ZI/AAAAAAAAAuE/vwuRqRw_CNk/s1600/photo.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="187" src="http://3.bp.blogspot.com/-rtyq4tEINOA/T7JH-Ncr-ZI/AAAAAAAAAuE/vwuRqRw_CNk/s400/photo.png" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; margin-bottom: 0.0001pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Este artigo está sendo publicado, simultaneamente, em&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; margin-bottom: 0.0001pt;"&gt;&lt;a href="http://www.blogdatametrica.com.br/"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;http://www.blogdatametrica.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="MsoHyperlink"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; margin-bottom: 0.0001pt;"&gt;&lt;a href="http://www.econometrix.com.br/"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;http://www.econometrix.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="MsoHyperlink"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Calibri, sans-serif; font-size: 11pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;a href="http://www.gustavomaiagomes.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 115%;"&gt;http://www.gustavomaiagomes.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; margin-bottom: 6pt; text-align: justify; text-indent: 22.7pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5363245465536248582-5079895997517777590?l=www.blogdatametrica.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.blogdatametrica.com.br/2012/05/consideracoes-animalescas.html</link><author>noreply@blogger.com (Datamétrica)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-rtyq4tEINOA/T7JH-Ncr-ZI/AAAAAAAAAuE/vwuRqRw_CNk/s72-c/photo.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-5363245465536248582.post-318997564333450669</guid><pubDate>Mon, 14 May 2012 14:08:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-05-14T11:19:25.552-03:00</atom:updated><title>A breve estória de Chef Leidigerson na cozinha Pernambucana</title><description>&lt;i&gt;Por Fernando Dias&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reza a lenda que em um passado não tão distante um grupo de restauranteurs pernambucanos, preocupados com a declinante taxa de lucro de seus estabelecimentos, resolveu convidar o nacionalmente renomado Chef Leidigerson para traças estratégias de curto e longo prazo de forma a recuperar o lucro perdido. Com vasto know-how acumulado como consultor gastronômico em praticamente todos os estados do país, Chef Leidigerson prontamente aceito o convite e passou a remodelar toda a culinária local com contribuições indo dos restaurantes aos quiosques de rua. Dentre as mais conhecidas, citamos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.     Filé Miau. Ciente da notória preferência dos pernambucanos por carnes de renome contrapondo o elevado custo do filet mignon, Chef Leidigerson propôs criar um novo corte chamado filé miau (ou somente filé) e que se constitui de qualquer tipo de carne apresentada na forma de um bife espesso e sem gordura, nervos ou ossos aparentes. Os pratos de filé miau devem ser servidos preferencialmente com algum molho ou complemento que disfarce a diferença na textura em relação ao mignon. Sucesso absoluto, o filé miau baniu os pratos com mignon para estabelecimentos seletos e os obrigou a mudar nome do mesmo para tornedor ou medalhão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2.     Bife de Filet Alto. Questionado sobre o que poderia fazer pelos proprietários dos restaurantes seletos que continuariam a usar o mignon, Chef Leidigerson criou o bife de filet alto combinando a preferência local por carnes bem passadas com a apresentação do prato. Uma idéia simples e brilhante consiste e cortar ao meio o tornedor ou o medalhão e, desta forma, dobrar a área exposta ao fogo e diminuir em metade a espessura. O estabelecimento reduz os custos de cozimento e de logística na montagem do prato já que o mesmo pode ser feito em minutos e sem preocupação com o ponto da carne. O cozinheiro tem apenas de ter cuidado para deixar uma pequena superfície unindo as duas metades, para não caracterizar a transformação em bifes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3.     Tilápia nobre. Vindo do mais comum dos peixes de criatório o filé de tilápia é o peito de frango dos frutos do mar. Para substituir os peixes nobres que eram preferência local pela tilápia, sem alterar os preços finais dos pratos, Chef Leidigerson sugeriu uma ação integrada de substituição entre todos os restauranteurs junto com marketing agressivo para convencer os consumidores que tilápia é peixe nobre. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4.     Legumada pernambucana. Uma transformação da clássica peixada pernambucana consiste em uma simples alteração na proporção entre legumes e peixe. Com 70 a 80% de legumes em seu preparo, a legumada é completada com tilápia cozida ao ponto de se desfazer ou posta de peixe frito colocada dentro do molho. É essencial usar peixe frito se não utilizar tilápia para reduzir o tempo de cozimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5.     Pimenta d´água. Preparada com ingredientes misteriosos esta infusão de temperos apresenta zero na escala de ardor, sendo criação de Chef Leidigerson para que os restaurantes locais pudessem usar as descrições ardente e picante em seus pratos sem a necessidade de se preocupar com o efeito do ardor sobre a demanda dos mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6.     Acarajé Pernambucano. Uma variante da receita tradicional baiana onde se acrescenta fartas doses de farinha de trigo e água à massa de feijão. O acarajé pernambucano, que é freqüentemente consumido com a pimenta d´água, foi a única receita de Leidigerson que não fez sucesso. Isto se explica pelo fato dele não ter estabelecido uma proporção ideal entre os componentes, fazendo com que se encontrem versões com a textura variando entre bolo bacia e manjar. Apesar disso a iguaria ainda pode ser encontrada em áreas elevadas da RMR.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cansado após tantas importantes contribuições, Chef Leidigerson foi se reunir os restauranteurs um estabelecimento qualquer da cidade para degustar alguns chopp´s e comer alguns petiscos. Mas não levou mais que alguns minutos para lhe pedirem novas contribuições, as quais ele rapidamente respondeu com o chopp de quatro dedos de colarinho e a empada com massa de cenoura sabor camarão. Trabalho concluído pensava Leidigerson, quando um dos restauranteurs chamou a atenção que todas as contribuições eram ótimas, mas de curto prazo, logo ele devia algo para o longo prazo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Refletindo sobre estas palavras enquanto observa à aparência carcomida de seus anfitriões, Chef Leidigerson teve mais um insight e criou o efeito maracujá. Ele explicou a todos que as pessoas percebem grandes mudanças nos pratos, mas não as pequenas. Logo eles deviam reduzir gradativamente o tamanho das porções e o número de ingredientes ao longo do tempo, elevando assim o preço real dos mesmos com mínimo de impacto sobre a demanda. Era, finalmente, o fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A moral desta estória sem moral é que as pequenas “espertezas” do dia a dia, em todos os setores de nossa economia, ajudam a explicar porque ainda estamos tão distantes dos padrões sócio-econômicos do mundo dito desenvolvido. Nosso crescimento precisa ir além do econômico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atenção: os personagens e acontecimentos descritos nesta estória são ficcionais. As estratégias descritas, nem tanto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5363245465536248582-318997564333450669?l=www.blogdatametrica.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.blogdatametrica.com.br/2012/05/breve-estoria-de-chef-leidigerson-na.html</link><author>noreply@blogger.com (Fernando Dias)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-5363245465536248582.post-9004493691179895054</guid><pubDate>Thu, 10 May 2012 10:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-05-10T07:00:12.371-03:00</atom:updated><title>Discriminação de gênero</title><description>&lt;i&gt;Por Carlos Magno Lopes&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De todas as formas mais conhecidas de preconceito, como o racial, social e religioso, a descriminação de gênero parece ser a mais suave e invisível de todas. Não se tem notícia de grave conflito armado ou político que tenha como pano de fundo a desigualdade no tratamento da remuneração entre homens e mulheres. As questões relativas aos direitos das mulheres são resolvidas quase que por acaso. Com efeito, no Brasil, as mulheres só ganharam o direito do voto com o Código Eleitoral Provisório (24/02/1932), ainda assim só as casadas, desde que autorizadas pelos maridos, viúvas e as solteiras com renda própria. Essa condição draconiana e despropositada, de tão inusitada, foi suspensa pelo Código Eleitoral Provisório de 1934.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após um longo período de invisibilidade, surgiu um fato novo, isto é, garantido o direito mais elementar da cidadania (1934), só em 1979 foi empossada, no Senado Federal, a primeira senadora da República, Eunice Michiles, quarenta e cinco anos depois. Evidentemente, a presença de mulheres no Congresso Nacional e nos diversos segmentos do mercado de trabalho, atualmente, é muito maior do que se poderia imaginar no primeiro terço do Século XX, no entanto, abaixo da representatividade social e política que possuem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dados do Censo 2010 recentemente divulgados indicam o que poderá vir a ser, depois da conquista do voto, o desafio da vez: o salário médio feminino, que, em 2000, representava 67,7% do salário médio pago aos homens, em 2010 correspondeu a 73,8%, isto é, a diferença caiu para “apenas” 26,2%. Em termos monetários, o salário médio dos homens, em 2010, alcançou a R$ 1.510,00, enquanto o das mulheres, mais uma vez, foi de R$ 1.115,00. De positivo, o fato de que o rendimento médio das mulheres (13,5%) na comparação de 2000 e 2010 superou em mais que três vezes o dos homens (4,1%).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É importante observar que o diferencial salarial entre homens e mulheres não pode ser atribuído apenas à discriminação de gênero, pois atributos pessoais, como escolaridade, e a natureza da ocupação também respondem, em grande extensão, por essa condição. Nesse particular, muitos consolidaram a percepção de que várias ocupações são próprias de mulheres. Acontece que, em sua grande maioria, essas ocupações, tradicionalmente, se revelam como de baixa remuneração, comparadas com funções exercidas tipicamente por homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os avanços da mulher em relação a seus direitos civis são permanentes e irremovíveis nas democracias ocidentais, como no Brasil. No entanto, a inserção da mulher no mercado de trabalho não reflete suas conquistas civis e expressão política. Os dados do Censo 2010 mostram lenta evolução nesse particular, mas ajudam a dar visibilidade ao que outrora era invisível. Será que eremos que esperar pelo Censo 2050 ou 2100 para que as alarmantes diferenças salariais entre homens e mulheres desapareçam?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5363245465536248582-9004493691179895054?l=www.blogdatametrica.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.blogdatametrica.com.br/2012/05/discriminacao-de-genero.html</link><author>noreply@blogger.com (Datamétrica)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-5363245465536248582.post-4408460498365257952</guid><pubDate>Tue, 08 May 2012 11:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-05-08T08:00:06.080-03:00</atom:updated><title>Cotas raciais, CPI do Cachoeira, terras pra índios... (Não precisa explicar, eu só queria entender)</title><description>&lt;br /&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="margin-bottom: 18.0pt; mso-outline-level: 2; text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;i&gt;Por Gustavo Maia Gomes&lt;/i&gt;&lt;b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background: white; margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 22.7pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri, sans-serif;"&gt;O subtítulo desta crônica repete o bordão do macaco-filósofo Sócrates, personagem do programa &lt;i&gt;Planeta dos Homens&lt;/i&gt; (1976/82), da Rede Globo. Intrigado com as contradições dos humanos, Sócrates não parava de apontá-las, nem de fazer perguntas difíceis. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background: white; margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 22.7pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri, sans-serif;"&gt;Mas nunca dava tempo para a resposta, atropelando o ouvinte com um “não precisa explicar, eu só queria entender”. Suas observações, mais agudas que as dos homens com quem dialogava, invariavelmente, obrigavam estes a admitir: “O macaco &lt;i&gt;tá&lt;/i&gt;certo!” &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background: white; margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 22.7pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri, sans-serif;"&gt;O que poderia incomodar o símio pensador, no Brasil de hoje? Sem pretender atingir as alturas da sua sabedoria, ofereço uma lista de temas recentes que, possivelmente, mereceriam a macacal reflexão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background: white; margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 22.7pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background: white; margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 22.7pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-w9CkUEjzqtc/T6fcApbls4I/AAAAAAAAAt4/9JIP6l6UAWc/s1600/imagem+de+macaco.png" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-w9CkUEjzqtc/T6fcApbls4I/AAAAAAAAAt4/9JIP6l6UAWc/s1600/imagem+de+macaco.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;div class="MsoCaption"&gt;O saudoso macaco-filósofo&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="background: white; margin-bottom: 6.0pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-align: justify; text-indent: 22.7pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="page-break-after: avoid; text-align: center; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;COTAS RACIAIS&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-indent: 22.7pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri, sans-serif;"&gt;De acordo com a Constituição, todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza. Mesmo sabendo disso, os ministros do Supremo Tribunal Federal decidiram que a adoção de cotas raciais em instituições de ensino é “constitucional”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-indent: 22.7pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri, sans-serif;"&gt;Mas cotas são, também, &lt;i&gt;discotas&lt;/i&gt;, pois a quantidade de estudantes não irá aumentar apenas por causa daquela decisão judicial. Quando 20% dos lugares são preenchidos pela entrada facilitada de uns, sobram apenas 80% das vagas que havia antes – e o direito de estudar de todos os outros fica comprometido. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-indent: 22.7pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri, sans-serif;"&gt;A decisão do STF implica, portanto, em reconhecer que, quando se trata de disputar uma vaga em instituições de ensino, nem todos são iguais perante a lei. Ou seja, para aprovar as cotas, os ministros julgaram inconstitucional a própria Constituição. Se fosse futebol, um torcedor mais esperto perceberia que o time havia jogado para agradar a plateia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-indent: 22.7pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri, sans-serif;"&gt;Não precisa explicar, eu só queria entender.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-indent: 22.7pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-indent: 22.7pt;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="page-break-after: avoid; text-align: center; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;CPI DO CACHOEIRA&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-indent: 22.7pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri, sans-serif;"&gt;Cassado por denúncias de corrupção, Fernando Collor voltou a Brasília, onde é agora guardião da moralidade. Em seu favor, deve ser dito que, apesar de há longo tempo manter a moralidade sob guarda, ele jamais pediu resgate por isso.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-indent: 22.7pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri, sans-serif;"&gt;Com ordem de prisão vigente em 188 países, por, supostamente, desviar dinheiro público, Paulo Maluf (aquele que não tem conta no Exterior) integra a Comissão de Finanças da Câmara dos Deputados. Todas as evidências são de que ele entende mesmo de finanças. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-indent: 22.7pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri, sans-serif;"&gt;Expelido da vida pública sob acusação de fazer negócios escusos, Jader Barbalho voltou ao Senado, onde já tinha sido membro da CPI dos Bancos e do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar. Foi na CPI dos Bancos onde ele aprendeu aquela ética e decoro que lhes são pecualiares.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-indent: 22.7pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri, sans-serif;"&gt;Alguns desses senhores, ou outros similares, estão investigando as trampolinagens de um certo Carlinhos Cachoeira, que tem negócios no ramo zoológico. E todos os deputados e senadores estarão, em breve, votando o relatório da CPMI. Curiosamente, mesmo se forem provados 100% das acusações ora feitas ao “empresário”, seu &lt;i&gt;curriculum vitae&lt;/i&gt; não fará nem sombra ao prontuário de muitos de seus julgadores.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-indent: 22.7pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri, sans-serif;"&gt;Não precisa explicar, eu só queria entender.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="page-break-after: avoid; text-align: center; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="page-break-after: avoid; text-align: center; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;ÍNDIOS COM TERRAS&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-indent: 22.7pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri, sans-serif;"&gt;A Justiça reconheceu, na semana passada, a legitimidade da Reserva Indígena Caramuru-Catarina Paraguassu, uma área de 54 mil hectares no sul da Bahia onde vivem algumas centenas de Pataxó-hã-hã-hães. Os fazendeiros brancos ali radicados serão expulsos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-indent: 22.7pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri, sans-serif;"&gt;Os pataxós foram vítimas, décadas atrás, de uma trambicagem do governo baiano, que concedeu a terceiros títulos de propriedade de terras já legalmente pertencentes aos índios. Até aí, tudo bem, ou tudo mal. Mas o contexto jurídico mais amplo que permeia o assunto é de meter medo, a começar pelo fato de a autonomia garantida aos indígenas superar em muito a dos demais brasileiros. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-indent: 22.7pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri, sans-serif;"&gt;A Constituição dá aos índios a prerrogativa de manterem sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições, assim como os direitos sobre as terras que tradicionalmente ocupam, ficando a União obrigada a demarcá-las. Por sua vez, o Estatuto do Índio reza que “os bens e rendas do patrimônio indígena gozam de plena isenção tributária”. (Ah, como o macaco Sócrates queria uma lei dessas para ele!)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-indent: 22.7pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri, sans-serif;"&gt;Não admira que os índios tanto apreciem receber mais e mais reservas. Até dois anos atrás, havia 503 já instituídas. Ainda sem incluir na conta a maior delas, a Raposa Serra do Sol, as terras indígenas ocupavam pouco mais de um milhão de quilômetros quadrados, ou 12,5% do território nacional, e abrigavam 512 mil pessoas, segundo a Funai. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-indent: 22.7pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri, sans-serif;"&gt;Taí um probleminha: em cada quilômetro quadrado do nosso país residem, em média, 22 pessoas; nas reservas indígenas, o número é 0,48. Cada índio dispõe, portanto, de uma área 46 vezes maior que a do brasileiro comum, aquele pertencente à "raça" que pagou R$ 500 bilhões em impostos, somente nos quatro primeiros meses de 2012. Com a diferença de que as terras nas reservas onde o índio vive são, efetivamente, suas, ao passo que a “área média disponível” para cada brasileiro não passa de uma abstração.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-attachment: initial; background-clip: initial; background-color: white; background-image: initial; background-origin: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; margin-bottom: 6pt; margin-left: 0cm; margin-right: 0cm; margin-top: 0cm; text-indent: 22.7pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri, sans-serif;"&gt;Não precisa explicar, eu só queria entender.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; page-break-after: avoid; text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Este artigo está sendo publicado, simultaneamente, em:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: windowtext; font-size: 10pt; text-decoration: none;"&gt;&lt;a href="http://www.blogdatametrica.com.br/"&gt;http://www.blogdatametrica.com.br&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: windowtext; font-size: 10pt; text-decoration: none;"&gt;&lt;a href="http://www.econometrix.com.br/"&gt;http://www.econometrix.com.br&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: windowtext; font-size: 10pt;"&gt;&lt;a href="http://www.leituracritica.com/" style="text-decoration: none;"&gt;http://www.leituracritica.com/&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left; text-decoration: none; text-indent: 0px;"&gt;&lt;span style="color: windowtext; font-size: 10pt; text-decoration: none;"&gt;&lt;a href="http://www.gustavomaiagomes.blogspot.com/"&gt;http://www.gustavomaiagomes.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5363245465536248582-4408460498365257952?l=www.blogdatametrica.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.blogdatametrica.com.br/2012/05/cotas-raciais-cpi-do-cachoeira-terras.html</link><author>noreply@blogger.com (Datamétrica)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-w9CkUEjzqtc/T6fcApbls4I/AAAAAAAAAt4/9JIP6l6UAWc/s72-c/imagem+de+macaco.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-5363245465536248582.post-1704674690334283532</guid><pubDate>Mon, 07 May 2012 17:14:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-05-07T14:41:19.628-03:00</atom:updated><title>Indicadores emprego e indústria em amarelo no Nordeste</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;Por Fernando Dias&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como em anos anteriores os resultados dos indicadores de emprego e indústria para o Nordeste se mostram negativos no início do ano, sinalizando a ainda elevada importância da agroindústria na Região, particularmente a do açúcar e álcool. Com o fim dos períodos de safra e moagem registram-se rapidamente grandes saldos negativos no emprego tanto da agricultura quanto da indústria de transformação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-IVne1nkhWZo/T6gCs0bK1YI/AAAAAAAAA5g/ANHpSc4pGgM/s1600/imagem1.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-IVne1nkhWZo/T6gCs0bK1YI/AAAAAAAAA5g/ANHpSc4pGgM/s1600/imagem1.JPG"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-IVne1nkhWZo/T6gCs0bK1YI/AAAAAAAAA5g/ANHpSc4pGgM/s320/imagem1.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Com efeito, para os três primeiros meses do ano o Nordeste foi a única Região do país com saldo negativo na criação de vagas em 2012, similar ao que ocorreu em 2011 de acordo com os dados do CAGED/MTE. Analisando por estado temos que Alagoas, Pernambuco e Paraíba determinam o resultado para a Região, o que sugere que se trata de fato de um efeito relacionado a indústria sucroalcooleira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-FLiLea5LNWc/T6gCuFW54bI/AAAAAAAAA5o/gmDTDOlK_bM/s1600/imagem2.JPG"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-FLiLea5LNWc/T6gCuFW54bI/AAAAAAAAA5o/gmDTDOlK_bM/s320/imagem2.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os últimos números da indústria para o país, com base nos dado da Pesquisa Industrial, mostram também que a desaceleração na indústria foi geral este ano e isto se somou a típica retração desta atividade no Nordeste para o período. Não foi por acaso que os resultados do emprego industrial, e geral, para 2012 na Região foram significativamente piores que em 2011. Estes resultados mostram que a economia nordestina ainda apresenta comportamento volátil em função de alguns setores chave, e que os mesmos precisam ser acompanhados de perto pelos gestores de política pública.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5363245465536248582-1704674690334283532?l=www.blogdatametrica.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.blogdatametrica.com.br/2012/05/indicadores-emprego-e-industria-em.html</link><author>noreply@blogger.com (Fernando Dias)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-IVne1nkhWZo/T6gCs0bK1YI/AAAAAAAAA5g/ANHpSc4pGgM/s72-c/imagem1.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-5363245465536248582.post-7378789059214987350</guid><pubDate>Thu, 03 May 2012 11:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-05-03T08:00:07.722-03:00</atom:updated><title>Juros, competição e lógica bancária</title><description>&lt;i&gt;Por Marcelo Eduardo A. Silva &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seu discurso do dia do trabalho, a presidente Dilma atacou o que chamou de “lógica perversa” dos bancos privados, que mesmo com a queda na taxa Selic e demais condições macroeconômicas favoráveis não reduzem as taxas cobradas nos empréstimos aos consumidores.  Em primeiro lugar, vale salientar que o argumento é falacioso, afinal a “lógica perversa” é de todos os bancos, privados ou não. Os bancos públicos só agora (após pressão do Planalto) atentaram para o fato de que deveriam servir como instrumento de maior competição bancária, por exemplo, cobrando juros mais baixos ao consumidor. Olhando os números, os bancos públicos são tão perversos quantos os privados, afinal aqueles  ainda não figuram entre os que cobram taxas mais baixas do consumidor como mostram os dados do Banco Central (ver tabela abaixo). Na minha análise, creio que a falha fundamental do diagnóstico presidencial consiste em acreditar que a “lógica” dos bancos deveria ser outra, que os bancos deveriam ter uma “lógica bondosa.” Lamento informar, mas eles nunca terão. O problema não está na lógica, mas nas condições que a sustentam. E que condições são estas? Fácil. Demanda aquecida e ausência de competição. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se olharmos para alguns números da economia brasileira fica claro que a demanda das famílias, de uma maneira geral, e a demanda por crédito, em particular, andam aquecidas. Em 2011, o crescimento no consumo das famílias foi de 4,1% enquanto o crescimento do PIB bateu em 2,7%. Dados da Serasa mostram ainda uma tendência de elevação na demanda por crédito (ver gráfico abaixo). O fato é que o aumento no consumo financiado associado à baixa educação financeira dos brasileiros (a mania de se olhar o valor das prestações ao invés de se olhar os juros) permite este cenário de taxas de juros elevadas.  Por outro lado, os dados mostram ainda uma elevação na inadimplência das famílias, o que contribui para a manutenção dos juros. Em resumo, se os bancos privados (e públicos) cobram taxas elevadas é porque existe quem pague (no caso dos novos empréstimos) ou não está conseguindo pagar (no caso de empréstimos antigos) por isto.&amp;nbsp;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se por um lado a demanda por crédito contribui para os juros elevados no Brasil, por outro, a oferta de crédito também é limitada. Em um mundo ideal, taxas de juros mais elevadas seriam um forte estímulo para que novos players entrassem no mercado, aumentando a competição e a oferta de crédito, e trazendo as taxas de juros para um nível de equilíbrio (um nível condizente com taxas internacionais). Esta lógica não funciona quando existem limites a arbitragem, em Português, quando não há possibilidade de entrada de novos players no mercado de crédito o que ocasionaria maior competição e, portanto,  maior oferta de crédito e redução nas taxas de juros. Até certo ponto, o argumento poderia ser de que não existe oferta de crédito suficiente para atender a demanda existente, mas isto a competição também resolveria. Se o prêmio pela poupança (taxa de captação dos bancos ou  taxa recebida pelos poupadores) caminhasse lado a lado com o preço do empréstimo (taxas de juros cobradas das firmas e famílias), certamente veríamos uma resposta mais condizente dos poupadores. Mais uma vez o problema é que ao invés de um mercado competitivo de crédito, estamos diante de um mercado oligopolizado.  Permitir a entrada de novas empresas seria o ideal, mas isto significa reduzir as restrições de regulação bancária, ao mesmo tempo em que se arrisca  a estabilidade do sistema financeiro.  Para reduzir o spread bancário não tem outra forma a não ser aumentar a competição, por outro lado para aumentar o incentivo à poupança eu talvez criasse a ideia de “participação nos lucros dos bancos” para os poupadores, assim como acontece no caso dos funcionários. Dados os lucros recentes (e de sempre) dos bancos, este seria um incentivo e tanto.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-mojQOpliVeQ/T6FvJzDMw0I/AAAAAAAAAtc/lqOs_AzDujw/s1600/banco1.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="98" src="http://2.bp.blogspot.com/-mojQOpliVeQ/T6FvJzDMw0I/AAAAAAAAAtc/lqOs_AzDujw/s400/banco1.png" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-h2D9CGdzKkc/T6FvPin-WXI/AAAAAAAAAtk/Hc9iInSCPUs/s1600/banco2.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="98" src="http://3.bp.blogspot.com/-h2D9CGdzKkc/T6FvPin-WXI/AAAAAAAAAtk/Hc9iInSCPUs/s400/banco2.png" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-kN0OfmuVESc/T6FvUSLEHZI/AAAAAAAAAts/LawFZYiafa0/s1600/banco3.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="275" src="http://4.bp.blogspot.com/-kN0OfmuVESc/T6FvUSLEHZI/AAAAAAAAAts/LawFZYiafa0/s400/banco3.png" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5363245465536248582-7378789059214987350?l=www.blogdatametrica.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.blogdatametrica.com.br/2012/05/juros-competicao-e-logica-bancaria.html</link><author>noreply@blogger.com (Datamétrica)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-mojQOpliVeQ/T6FvJzDMw0I/AAAAAAAAAtc/lqOs_AzDujw/s72-c/banco1.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-5363245465536248582.post-5416109618722072796</guid><pubDate>Wed, 02 May 2012 18:21:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-05-02T15:21:21.355-03:00</atom:updated><title>Oportunidades na Datamétrica</title><description>&lt;br /&gt;A &lt;b&gt;Datamétrica&lt;/b&gt; oferece novas oportunidade de emprego em Recife e São Paulo. Para todas as funções é exigida a escolaridade mínima de Superior Completo. Os interessados devem mandar o currículo até o dia 04/05.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mais informações acesse: &lt;a href="http://www.datametrica.com.br/novas_vagas.aspx"&gt;http://www.datametrica.com.br/novas_vagas.aspx&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5363245465536248582-5416109618722072796?l=www.blogdatametrica.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.blogdatametrica.com.br/2012/05/oportunidades-na-datametrica.html</link><author>noreply@blogger.com (Datamétrica)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-5363245465536248582.post-8578677533384083911</guid><pubDate>Wed, 02 May 2012 12:57:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-05-02T11:26:51.681-03:00</atom:updated><title>Toritama, Olinda, economia e política</title><description>&lt;i&gt;Por Gustavo Maia Gomes&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há duas razões para Toritama e Olinda estarem juntas neste artigo: minhas recentes visitas a cada uma e o profundo contraste urbanístico que constatei existir entre elas. No caso de Olinda, as considerações que faço não se estendem além do sítio histórico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;TORITAMA&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estive em Toritama, “a Capital Brasileira do Jeans”, no Agreste pernambucano, por razões profissionais. Tenho boas notícias a dar. Ali, não existe desemprego: as costureiras ganham dois ou mais salários mínimos; as estilistas e os mecânicos faturam acima de R$ 15 mil por mês; os empresários investem em máquinas eletrônicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De modo geral, a produção vai bem. Existem, claro, problemas, ameaças, dificuldades, mas nada fora do normal. Os empresários reclamam, sobretudo, da escassez de mão de obra, qualificada e não-qualificada. Tipo da reclamação de quem está de barriga cheia. E ótima notícia para os trabalhadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Rodovia e produto&lt;/b&gt;. Todos estão satisfeitos com a duplicação da rodovia BR 104, que corta a cidade. A menos que um imprevisto ocorra, em breve, será possível ir e voltar ao Recife em metade do tempo hoje gasto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentre os municípios com alguma importância no Estado, somente Ipojuca (leia-se, Suape) cresceu mais do que a capital do jeans, entre 2000 e 2009. Toritama teve desempenho ainda melhor que Caruaru e Santa Cruz do Capibaribe, as duas outras principais cidades do polo de confecções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O crescimento econômico ajuda a todos, inclusive, à Prefeitura, que passa a poder contar com mais dinheiro. Se, efetivamente, a arrecadação aumenta, é outra história: isso depende da competência e seriedade do prefeito. E mais dinheiro no orçamento deveria significar ruas pavimentadas; coleta de lixo regular; segurança para todos, nos limites do município. Ou será que a Prefeitura não tem nada a ver com a segurança?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Lixo e lixão&lt;/b&gt;. A realidade, infelizmente, é outra. Quem passa por Toritama, vindo de Caruaru e em viagem para Santa Cruz do Capibaribe, encontra lixo na entrada e lixão na saída. Se percorrer a cidade, não irá ver nada muito melhor: sujeira generalizada, ruas sem pavimento, abandono total. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre a segurança, uma pesquisa de imagens relacionadas à palavra “Toritama” rendeu, nas dez primeiras posições, seis diferentes pessoas assassinadas, uma quadrilha de bandidos presa e revólveres apreendidos com delinqüentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-hs5H5_5CVK0/T6FD9Xp1vDI/AAAAAAAAAtQ/4Nhs_2lbtgM/s1600/foto1.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-hs5H5_5CVK0/T6FD9Xp1vDI/AAAAAAAAAtQ/4Nhs_2lbtgM/s1600/foto1.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;OLINDA&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Olinda fui pelo prazer de ir. E tive a satisfação de ver que o sítio histórico está “um brinco”. Ruas impecavelmente limpas; calçadas, todas, em condições de uso; casas, pintadas de novo. Em alguns trechos, o deprimente espetáculo dos fios pendurados em postes foi substituído pela discrição das redes elétricas subterrâneas. Intenso movimento de turistas, nenhum sinal de insegurança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Rwjbkgvv4oQ/T6FDvj6WK1I/AAAAAAAAAtI/jOH6MJVWiDA/s1600/foto2.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-Rwjbkgvv4oQ/T6FDvj6WK1I/AAAAAAAAAtI/jOH6MJVWiDA/s1600/foto2.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;CONTRASTE&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O contraste entre as duas cidades é flagrante. E a razão não está na quantidade de dinheiro de que cada prefeito dispõe. Embora Olinda (378 mil habitantes) tenha população dez vezes maior que Toritama, sua receita tributária é, proporcionalmente, menor. Em 2009, Toritama teve R$ 758 por habitante; Olinda, apenas R$ 632.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez a explicação seja mais política do que financeira. Em 2008, o então prefeito de Toritama, José Marcelo Marques de Andrade e Silva, foi preso (e condenado, dois anos depois), sob a acusação de desviar verbas repassadas pelo Ministério da Saúde. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contra o atual prefeito, não consta haver nenhuma acusação grave. Não consta, &lt;i&gt;ou não constava&lt;/i&gt;. Pois deve haver alguma lei neste país dizendo ser crime quem foi eleito para cuidar da cidade não fazer absolutamente nada por ela, exceto conviver com a insegurança, cultivar o lixo, e alimentar o lixão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Este artigo está sendo publicado, simultaneamente, em:&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.blogdatametrica.com.br/"&gt;http://www.blogdatametrica.com.br&lt;/a&gt;; &lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.econometrix.com.br/"&gt;http://www.econometrix.com.br&lt;/a&gt;; &lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.leituracritica.com/%20" target="_blank"&gt;http://www.leituracritica.com &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.bmagno.com.blogdor%20/" target="_blank"&gt;http://www.bmagno.com.blogdor &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.gustavomaiagomes.blogspot.com/"&gt;http://www.gustavomaiagomes.blogspot.com&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5363245465536248582-8578677533384083911?l=www.blogdatametrica.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.blogdatametrica.com.br/2012/05/toritama-olinda-economia-e-politica.html</link><author>noreply@blogger.com (Datamétrica)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-hs5H5_5CVK0/T6FD9Xp1vDI/AAAAAAAAAtQ/4Nhs_2lbtgM/s72-c/foto1.png' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-5363245465536248582.post-4895627387413568563</guid><pubDate>Tue, 01 May 2012 12:39:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-05-02T14:07:07.208-03:00</atom:updated><title>Algumas notas sobre o Censo 2010</title><description>&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;Por Fernando Dias&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os primeiros resultados da Amostra do Censo 2010 começaram a ser publicados e com base neles será possível avaliar diversos aspectos da evolução dos indicadores sócio-econômicos para o Brasil e, particularmente, paras as Regiões Norte e Nordeste nos últimos 10 anos. O particular interesse nestas Regiões se dá pelo período coincidir com a consolidação de amplas políticas sociais que se focalizaram nas mesmas, bem como pelos grandes investimentos públicos realizados que já devem começar a efeito multiplicador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Observando apenas algumas das tabulações liberadas, sem aprofundar a análise, alguns resultados chamam a atenção. O principal deles é que, em linhas gerais, não houve mudança relativa em termos dos indicadores sócio-econômicos. Ou seja, o Sudeste continua a Região mais rica e de melhores indicadores sociais, e o Norte e Nordeste disputam os últimos lugares em praticamente todos eles. Entre as Unidades da Federação o Distrito Federal ainda apresenta indicadores fora da curva, seguido por São Paulo, enquanto o Maranhão e Alagoas disputam ferrenhamente os últimos lugares. Em termos relativos, porém, os indicadores melhoraram no Norte e Nordeste que nas demais Regiões, mas ainda não o bastante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rendimento médio domiciliar, que é um dos indicadores básicos, no ano de 2010 registrou para o Nordeste um valor de 64% da média nacional enquanto para o Norte ele foi de 80%. No estado de melhor resultado para esta variável no Nordeste (RN, com 73%) o resultado é pouco superior ao de pior resultado no Norte (PA, com 71%). O Distrito Federal e São Paulo lideram o ranking com, respectivamente, 231% e 131%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diretamente relacionada com o nível de renda está à questão da escolaridade, e o Nordeste é de novo destaque negativo com 59% da população sem instrução ou apenas fundamental incompleto. Em todo o país apenas o estado do Pará tem índice similar. Novamente Alagoas lidera este ranking negativo, com 64% de analfabetos ou pessoas sem fundamental completo, seguido pelo Maranhão, com 63% nesta situação. Nenhum estado do Nordeste teve resultado melhor que média nacional, o mesmo quando se analisa o número de pessoas com nível superior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro resultado que enseja preocupação é a taxa de ocupação, que em 2010 atingiu no Nordeste os níveis do Brasil em 2000. A título de comparação, em 2010 a taxa de ocupação no Nordeste era de 47% enquanto no Brasil já era de 53% e no Norte de 49%. Em nenhum estado do Nordeste a taxa de ocupação é próxima da média nacional, enquanto em todos do Sul, Sudeste e Centro-Oeste ela é maior (exceto no Rio de Janeiro, 51%). Ao que parece, existe ainda um contingente considerável de desocupados no Nordeste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, outro resultado que chama atenção é grande necessidade de mobilidade para o trabalho revelada em Pernambuco, tomando por base o número de pessoas que trabalham fora do município de residência. Neste estado esta variável indicou 16,4%, o segundo maior valor para o Brasil, menor apenas que no Rio de Janeiro, 17,1%, e superando São Paulo, 15,1%. Esta variável deve fornecer uma informação mais acurada quando tomada para regiões metropolitanas, mas já sugere quão grave deve ser a situação do transporte urbano em Pernambuco já que neste estado mal existe metrô e o uso de sistemas integrados é ainda rudimentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5363245465536248582-4895627387413568563?l=www.blogdatametrica.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.blogdatametrica.com.br/2012/05/algumas-notas-sobre-o-censo-2010.html</link><author>noreply@blogger.com (Fernando Dias)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-5363245465536248582.post-7860496183066577648</guid><pubDate>Thu, 26 Apr 2012 12:13:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-04-26T09:13:25.685-03:00</atom:updated><title>Juros baixos e seleção adversa</title><description>&lt;i&gt;Por Carlos Magno Lopes &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A recente decisão de dois dos principais bancos oficiais, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica, em reduzirem os juros, atendendo orientação do governo federal, foi acompanhada por uma euforia incontida por grande parte dos consumidores e governo, justificada pelo fato de que vários bancos privados também resolveram rever para baixo suas políticas de juros. A ideia de promover a competição bancária, a meu ver, é sem dúvida, positiva. Afinal, o que revigora permanentemente o capitalismo é exatamente sua natureza concorrencial. O mecanismo utilizado pelo governo, contudo, pode expor o sistema bancário brasileiro a riscos desnecessários, que podem custar muito caro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os efeitos iniciais da redução dos juros, a princípio, não permite antever com clareza sobre as repercussões que trará sobre o consumo das famílias. O caminho seguido pelos bancos privados indica que nem todos os postulantes ao financiamento para consumo serão elegíveis a linhas de crédito mais baratas. Em outras palavras, apenas seus clientes considerados preferenciais terão acesso ao crédito mais barato. Os demais clientes dos bancos comerciais farão parte de um ranking e, de acordo com a posição que ocuparem, a taxa de juros será determinada, porém em níveis superiores às dos clientes de primeira linha, o que de certa forma já acontecia antes das mudanças recentes. Acontece que apenas um grupo seleto de clientes, os preferenciais, terá o benefício pleno e, esses, representam um grupo minoritário, parte do qual não precisa de crédito para financiar o consumo. É importante destacar que financeiras que atuam no segmento do crédito popular, ao contrário de bancos comerciais, parecem refratárias às novas práticas do mercado bancário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que com juros menores, serão muitos os tomadores desejosos de refinanciar suas dívidas e quando contrariados por seus bancos não hesitarão em mudar para um banco que aceite comprar e financiar suas dívidas. É razoável conjecturar que os bancos oficiais serão os preferidos por esse grupo de consumidores, porquanto foram os que mais cederam na redução dos juros. Por outro lado, sabedores que é política de governo estimular o financiamento do consumo das famílias, é de se prever que muitos tomadores marcharão unidos à procura de alguém que os patrocinem, quero dizer, financiem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em condições favorecidas, como as atuais, sobretudo nos bancos oficiais, mesmo para quem não tem o poder de previsão de uma cartomante não é preciso muito esforço para conjecturar que os maus pagadores serão aqueles que mais intensamente (o que aumenta a probabilidade de sucesso desse grupo) irão procurar por financiamento, mesmo sabedores de sua baixa capacidade e/ou disposição para pagar suas dívidas,. Esse fenômeno é conhecido como seleção adversa, que poderá ter o racionamento de crédito como resposta dos emprestadores, dos qual só escaparão os clientes VIPS. Na realidade, para que a concorrência funcione no capitalismo, o governo precisa, antes, tirar o bode da sala, para que todos possam se divertir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5363245465536248582-7860496183066577648?l=www.blogdatametrica.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.blogdatametrica.com.br/2012/04/juros-baixos-e-selecao-adversa.html</link><author>noreply@blogger.com (Datamétrica)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-5363245465536248582.post-7413503438663683284</guid><pubDate>Tue, 24 Apr 2012 11:09:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-04-24T08:10:52.336-03:00</atom:updated><title>Os melhores anos de nossas vidas</title><description>&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 24pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;i&gt;Por Gustavo Maia Gomes&lt;/i&gt;&lt;b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; text-align: justify; text-indent: 22.7pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Pelo Facebook, José de Moraes Falcão me pergunta qual foi a melhor década de desenvolvimento econômico, político e social do Brasil. Saber a resposta, não sei, mas, como diria um jogador de futebol, “vou fazer o meu melhor” para tentar descobri-la. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; text-align: justify; text-indent: 22.7pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Duas limitações: (1) são escassas as estatísticas para anos anteriores ao final do século dezenove; e (2) como os números não falam por si, as avaliações refletem meus valores, com os quais algumas pessoas concordarão; outras, não.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; text-align: justify; text-indent: 22.7pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;População&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;. Quando ocorre em sintonia com alargamento de mercados, baixa densidade populacional, acesso a novas tecnologias e disponibilidade de capital, o aumento da população ajuda a provocar transformações desejáveis, como o crescimento econômico, a urbanização e o surgimento de novas ocupações. Foi o que aconteceu na época áurea da imigração, do café, de São Paulo e da indústria, entre o final do século dezenove e o início do século vinte. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; text-align: justify; text-indent: 22.7pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Mas o aumento da população causa perda de bem estar, se acontece em doses superiores às que podem ser absorvidas pela expansão da economia. Nesses casos, em lugar de cidades onde moram pessoas produtivas, multiplicam-se os aglomerados urbanos subnormais; em vez de novas ocupações, pipocam o subemprego, a marginalidade e a exclusão. Mais ou menos como ocorreu entre 1950 e 2000.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; text-align: justify; text-indent: 22.7pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Em períodos históricos do primeiro tipo, a “melhor década” é aquela em que o crescimento demográfico atinge o percentual máximo, como em 1900/10; em contraste, quando o aumento populacional traz mais problemas do que soluções, a “melhor década” é aquela de menor crescimento, ou seja, os primeiros anos do século atual. (Todas as estatísticas usadas no texto estão expostas ao final do mesmo)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; text-align: justify; text-indent: 22.7pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Produto interno bruto (PIB) per capita&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;. O crescimento da produção por habitante provoca aumento de bem-estar que será maior ou menor, dependendo de como o produto adicional venha a ser distribuído. É claro que estou falando de uma expansão econômica que modifique o ambiente, sim, mas dentro de limites toleráveis. Com algumas restrições, tem sido nosso caso.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; text-align: justify; text-indent: 22.7pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Por esse ângulo, a melhor década foram os anos 1970/80. Absurdo, dirão alguns: este foi o período mais violento da ditadura e o crescimento econômico que houve só beneficiou os ricos. Verdadeiro, quanto à ditadura; falso, quanto ao resto. Em qualquer caso, no presente contexto, a objeção é irrelevante, pois apenas estou dizendo que, &lt;i&gt;pelo crivo&lt;/i&gt; do PIB per capita, a década de setenta foi a melhor.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; text-align: justify; text-indent: 22.7pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Agora, se quisermos combinar dois ou três critérios, podemos chegar a conclusões diferentes. Por exemplo: considerando simultaneamente o aumento do PIB per capita e a vigência da democracia como condições essenciais para a definição da “melhor década”, o ganhador é o período 1950/60. Se, aos dois critérios acima, adicionarmos a “redução da desigualdade na distribuição da renda”, elegeremos 2000/10, com a ressalva de que a apregoada melhoria distributiva dos anos recentes está longe de ser uma proposição acima de qualquer dúvida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; text-align: justify; text-indent: 22.7pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Inflação. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Como a inflação causa desconforto (exceto em alguns casos particulares: Keynes argumentava que, quando fosse possível trocar uma pelo outro, um pouco de inflação deveria ser preferível a muito desemprego), a “pior década” no Brasil foi a de 1980/90. Nesses dez anos, os preços cresceram inacreditáveis 217 milhões por cento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; text-align: justify; text-indent: 22.7pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Mas, e a melhor? A vencedora é a primeira década do século vinte, quando a inflação foi negativa. E como houve, no mesmo período, crescimento do PIB, o dilema menos-inflação ou mais-desemprego não se apresentou: a queda geral dos preços dos anos 1900/10 pode ser considerada, sem grande discussão, um benefício.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; text-align: justify; text-indent: 22.7pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Por outro lado, se atribuirmos significado especial à vitória sobre a hiperinflação, como é razoável fazer, os anos posteriores a 1994 devem ser destacados como aqueles nos quais variações pequenas de preços trouxeram as maiores doses de felicidade para a população brasileira. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; text-align: justify; text-indent: 22.7pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Esperança de vida ao nascer. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Um brasileiro nascido em 1870 morreria, em média, 27 anos depois; hoje, realisticamente, pode esperar viver 73 anos. Alguém – exceto aquelas pessoas que disfarçam seu ódio ao gênero humano dizendo amar os animais – poderia discordar que isso representou um extraordinário ganho de bem-estar?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; text-align: justify; text-indent: 22.7pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;À primeira vista, a “melhor década” (sob o prisma de aumentos na esperança de vida) seria a de 1950/60. É o que a tabela respectiva nos diz. Mas esse suposto ganho foi medido pelo censo demográfico de 1960 uma peça digna de ser jogada no lixo. Pelo critério simples de ganhos absolutos em anos de vida, a melhor “década” brasileira foi a de 1980/91. (Não houve censo em 1990. Mais uma realização do estranho grupo que estava no poder naquele ano.)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; text-align: justify; text-indent: 22.7pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Carga tributária global. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;No Brasil, como em boa parte do mundo, a carga tributária global (soma de todos os impostos dividida pelo produto interno bruto) só faz crescer. Isso é ruim, embora também seja inevitável, se mais e mais deveres são atribuídos ao Estado. Sob este aspecto, hoje é pior do que ontem, que foi pior que anteontem, que foi pior que trasanteontem e assim até o começo dos tempos. (– “Hay gobierno? – Hay. – Entonces, soy contra”) &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; text-align: justify; text-indent: 22.7pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Ideal seria conhecer a relação impostos / serviços públicos, ou seja, ter uma estatística que medisse a eficiência do governo. Na sua ausência, prevalece a regra de que quanto menos impostos, mais felicidade. Sob este crivo, a melhor década foi a de 1910/20, quando a carga tributária se reduziu até atingir (no último ano) seu valor mais baixo em toda a história contada pelos números disponíveis.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; text-align: justify; text-indent: 22.7pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Eleitorado&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;. A democracia pode ser contada como geradora de bem estar e uma forma simples (embora, muito imprecisa) de medir sua intensidade é por meio da relação entre o número de eleitores e a população total. O indicador fica menos ruim se informações adicionais forem acrescentadas à sua análise. Por exemplo: é preciso que haja eleitores, sim; mas também deve haver eleições livres e freqüentes, não corrompidas pela presença de tanques nas ruas ou por campanhas milionárias.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; text-align: justify; text-indent: 22.7pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Como a tabela associada a este tópico mostra, a relação entre o número de eleitores e a população brasileira tem crescido de forma quase ininterrupta desde o início do século vinte. (Era de apenas 4,9%, em 1910; é 15 vezes maior, hoje.) O crescimento ocorreu mesmo durante as ditaduras Vargas (1930/45) e militar (1964/85), quando falar em eleições podia dar cadeia. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; text-align: justify; text-indent: 22.7pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Sob a perspectiva desse indicador, excluídos os anos em que a democracia foi revogada, a “melhor década” é a atual. Durante os dez anos que vão de 2000 a 2010, a proporção de eleitores na população total subiu 7,3 pontos percentuais alcançando, no fim do período, 71%. Certamente, é ainda maior, hoje.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; text-align: justify; text-indent: 22.7pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;A melhor das melhores&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;. Como vê, meu caro José de Moraes Falcão, escolher a “melhor década” brasileira não é uma tarefa fácil. A análise período a período produz resultados inconclusivos: os anos 1902/12 foram ótimos em variação demográfica, a década de 1970/80 foi a melhor em crescimento do PIB per capita; a esperança de vida cresceu extraordinariamente entre 1980 e 1991. E assim por diante.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; text-align: justify; text-indent: 22.7pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Existe, contudo, uma dimensão mais fundamental, que só pode ser captada quando a história é vista não como justaposição de etapas, mas como um processo permanente no qual, em cada hoje, se plantam as sementes do amanhã. Tem havido fases ruins, sim, mas, nessa nova perspectiva, os números revelam a contínua melhoria em quase todos os indicadores de “felicidade” dos brasileiros. Não é mérito deste ou daquele governo (embora eles possam tanto ajudar quanto atrapalhar); é resultado do trabalho de um povo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; text-align: justify; text-indent: 22.7pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Por tudo isso, eu acho que “a melhor década de desenvolvimento econômico, político e social do Brasil” é a que estamos vivendo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;b style="font-size: medium; text-indent: 22.7pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;APÊNDICE ESTATÍSTICO&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; text-align: justify; text-indent: 22.7pt;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-dKH7vdELREM/T5aJXtwtzYI/AAAAAAAAAsU/swgcbAFlbw8/s1600/tabela1.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em; text-align: center; text-indent: 0px;"&gt;&lt;img border="0" height="202" src="http://1.bp.blogspot.com/-dKH7vdELREM/T5aJXtwtzYI/AAAAAAAAAsU/swgcbAFlbw8/s400/tabela1.png" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b style="text-indent: 22.7pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-dBeu0h86Yqk/T5aJmhu4CtI/AAAAAAAAAsc/JbEu2W1BA-s/s1600/tabela2.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="205" src="http://1.bp.blogspot.com/-dBeu0h86Yqk/T5aJmhu4CtI/AAAAAAAAAsc/JbEu2W1BA-s/s400/tabela2.png" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-BbRnWzATpFI/T5aJugYIYdI/AAAAAAAAAsk/N0Ot3k96hdA/s1600/tabela3.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="221" src="http://2.bp.blogspot.com/-BbRnWzATpFI/T5aJugYIYdI/AAAAAAAAAsk/N0Ot3k96hdA/s400/tabela3.png" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-CSGxC4jvojE/T5aJ0fv-WbI/AAAAAAAAAss/IBSfkWDCgcI/s1600/tabela4.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="242" src="http://3.bp.blogspot.com/-CSGxC4jvojE/T5aJ0fv-WbI/AAAAAAAAAss/IBSfkWDCgcI/s400/tabela4.png" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; text-align: justify; text-indent: 22.7pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5363245465536248582-7413503438663683284?l=www.blogdatametrica.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.blogdatametrica.com.br/2012/04/os-melhores-anos-de-nossas-vidas.html</link><author>noreply@blogger.com (Datamétrica)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-dKH7vdELREM/T5aJXtwtzYI/AAAAAAAAAsU/swgcbAFlbw8/s72-c/tabela1.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-5363245465536248582.post-1601132119760381003</guid><pubDate>Sun, 22 Apr 2012 12:42:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-04-23T10:27:00.172-03:00</atom:updated><title>A gasolina deve ficar mais cara?</title><description>&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 10pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;i&gt;Por Fernando Dias&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 10pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 10pt; line-height: 115%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 10pt; line-height: 115%;"&gt;A inflação é um fenômeno econômico que tem muitas causas, e uma das mais conhecidas é a chamada inflação de custos. É o aumento no preço dos produtos finais devido há um aumento anterior no preço de um ou mais insumos, que varia de intensidade de acordo com a importância do insumo no processo produtivo global. Dentre os grandes “vilões” da inflação de custo estão à energia e os salários, cujo comportamento é usualmente monitorado e quando não induzido em quase todos os países.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 10pt; line-height: 115%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 10pt; line-height: 115%;"&gt;No Brasil, país em que a inflação é freqüentemente o principal problema econômico, isto não é diferente, e as formas de política econômica utilizadas para lidar com os itens que geram inflação de custos são mais variadas aqui que em qualquer lugar do mundo conhecido. A este respeito, vem chamando a atenção nos últimos anos o controle introduzido desde meados de 2005 sobre a evolução do preço da gasolina, que usa o poder de mercado da Petrobras para estabilizar o preço final e joga para a contabilidade da empresa os custos da política econômica. Como pode ser observado, o preço da gasolina, medido pela evolução do IPCA/IBGE, na média pouco variou nos últimos anos, tendo comportamento totalmente distinto da inflação e do preço médio do petróleo importado pelo Brasil, com base nos dados da ANP.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-58oPW6VgU-0/T5P87xnNghI/AAAAAAAAA1g/JgupPlCq2XU/s1600/imagem1.bmp"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5734204854433055250" src="http://2.bp.blogspot.com/-58oPW6VgU-0/T5P87xnNghI/AAAAAAAAA1g/JgupPlCq2XU/s320/imagem1.bmp" style="cursor: hand; cursor: pointer; height: 96px; width: 320px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 10pt; line-height: 115%;"&gt;A hipótese que esta estabilidade de preços estaria se dando pelas condições da demanda não se sustenta, pois a venda de veículos e de combustíveis cresceu fortemente nos últimos anos. A estabilidade, ao que tudo indica, está sendo provocada pelo lado da oferta, via controle do preço de venda para as distribuidoras e uso da rede própria da Petrobras (BR distribuidora e postos BR) para dirimir eventuais movimentos especulativos. Em outras palavras a empresa está sacrificando lucros potenciais para agir como parte da política econômica do governo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 10pt; line-height: 115%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 10pt; line-height: 115%;"&gt;O que viabiliza a coexistência deste papel de agente público e de empresa altamente lucrativa vem sendo a alta dos preços do petróleo e a expansão da produção nacional. Muito embora as oscilações do preço externo não sejam repassadas para o consumidor doméstico, sejam elas positivas ou negativas, elas afetam o comportamento da conta petróleo. Em síntese, devido a razões técnicas o Brasil importa a maior parte do petróleo que refina, e exporta a maior parte do petróleo que extrai. Nosso produto é de qualidade e preço inferior ao que importamos, e tanto nossa produção quanto o diferencial de preços são cruciais para determinar a rentabilidade da Petrobras.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 10pt; line-height: 115%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 10pt; line-height: 115%;"&gt;Como pode ser observado a seguir, com base nos dados da ANP sobre os gastos totais com importação e exportação de petróleo e derivados (conta petróleo), a tão propagandeada auto-sustentabilidade deve ser entendida como zeragem dos saldos mensais na conta petróleo. Com efeito, a partir de meados de 2005 o saldo se estabiliza e o valor acumulado pouco se altera por um período relativamente longo até a forte expansão dos preços externos antes da crise de 2008. Na seqüência temos uma forte queda nos preços externos e nova estabilização do saldo até o final de 2011 quando ele volta a crescer.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-MOTi6nPXRw0/T5P88A-qrqI/AAAAAAAAA1o/d_Ap7_-0z84/s1600/imagem2.bmp"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5734204858557968034" src="http://4.bp.blogspot.com/-MOTi6nPXRw0/T5P88A-qrqI/AAAAAAAAA1o/d_Ap7_-0z84/s320/imagem2.bmp" style="cursor: hand; cursor: pointer; height: 98px; width: 320px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 10pt; line-height: 115%;"&gt;Por outro lado, a estabilização no saldo da contra petróleo veio acompanhada de um aumento no diferencial dos preços de compra e venda para o Brasil, cujo comportamento sugere que nosso petróleo não acompanha perfeitamente os movimentos de alta, mas em compensação é mais resistente nos momentos de baixa. Na prática, dado que estamos novamente em período de alta, isto quer dizer que à medida que o petróleo sobe no mercado internacional o Brasil (a Petrobras) tem de elevar a produção doméstica apenas para estabilizar o saldo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 10pt; line-height: 115%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 10pt; line-height: 115%;"&gt;Isto provoca um cenário bizarro para as empresas de petróleo nacionais, pois tem restrições a repassar a alta para os consumidores ao mesmo tempo em que os gastos com importação e/ou prospecção aumentam. Não é por acaso que elas ganham valor no mercado quando os preços externos caem, e perdem valor quando ele sobe. Dentro deste contexto, o papel das refinarias em construção no Nordeste passa a ser mais que político e se torna estratégico para a manutenção economicamente viável desta estratégia vinda do sócio majoritário do setor (o Estado).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 10pt; line-height: 115%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 10pt; line-height: 115%;"&gt;As novas refinarias usam petróleo nacional, e em tese reduzem o diferencial nos preços do petróleo à medida que reduzem a necessidade de uma operação intermediária de compra e venda. Quando se tornarem operacionais elas permitirão um fôlego adicional para e empresa continuar a usar os lucros potenciais dos minoritários para fazer política pública, e isto torna o efeito destas novas unidades dúbio em termos do valor de mercado da empresa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 10pt; line-height: 115%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 10pt; line-height: 115%;"&gt;Em um mercado instável como vem sendo o de petróleo é difícil dizer se o papel social da empresa blindar o consumidor nacional das altas compensa privá-lo do benefício das baixas. Mas com certeza as novas refinarias têm um papel estratégico muito maior que simplesmente elevarem a fórceps o crescimento nordestino, desde que a lógica “empresarial” se mantenha a mesma nos próximos anos. É esperar para ver, e os sinais indicam que sim, a gasolina deve ficar mais cara.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5363245465536248582-1601132119760381003?l=www.blogdatametrica.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.blogdatametrica.com.br/2012/04/gasolina-deve-ficar-mais-cara.html</link><author>noreply@blogger.com (Fernando Dias)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-58oPW6VgU-0/T5P87xnNghI/AAAAAAAAA1g/JgupPlCq2XU/s72-c/imagem1.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-5363245465536248582.post-1764300634454693983</guid><pubDate>Thu, 19 Apr 2012 13:30:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-04-19T10:30:19.667-03:00</atom:updated><title>Está sobrando jumento no Nordeste</title><description>&lt;i&gt;Por Fernando Dias&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um novo debate ecológico está tomando curso no Nordeste brasileiro, e não é sobre nenhuma hidrelétrica e nem usina nuclear, é o excesso de jumentos na região. De acordo com os dados mais recentes do IBGE, existem no Nordeste cerca de 1,5 milhões de cabeças de asininos e muares, aproximadamente 67% do rebanho nacional. Esta participação é estável desde o início da série, em 1974, e desde então o rebanho decresceu cerca de 1 milhão de cabeças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-XUSPMPk-ZII/T5ATRVE1ZVI/AAAAAAAAAsM/DGnbw8PZ1Ew/s1600/rebanho+asinino.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-XUSPMPk-ZII/T5ATRVE1ZVI/AAAAAAAAAsM/DGnbw8PZ1Ew/s1600/rebanho+asinino.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Originalmente destinados ao transporte de mercadorias, estes animais perderam em grande parte sua finalidade econômica com o advento de novas tecnologias, e hoje seu uso é bastante restrito mesmo em áreas agrícolas de subsistência. Grande parte do rebanho Nordestino encontra-se nos estados do Piauí, Maranhão e Ceará, e nestes os animais vem se tornando um problema para as autoridades, pois à medida que são abandonados se tornam um risco para os motoristas. Isto ocorre por causa do clima na região que torna as rodovias convidativas para os animais dormirem e, por conta disso, apenas no Ceará foram registrados mais de 200 acidentes nos últimos dois anos envolvendo animais, muitos com vítimas fatais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A solução mais simples seria dar nova função econômica a estes rebanhos, mas isto vem se tornando um problema por conta entre outros elementos, do papel dos defensores dos animais. A primeira alternativa proposta foi torná-lo animal de abate, com o financiamento de matadouros e divulgação do produto fora do país, em praças onde este tipo de carne tem mercado. A iniciativa foi severamente combatida por grupos locais que discordam do abate dos animais, e defendem que o Estado deve assumir a responsabilidade por eles, uma espécie de aposentadoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem obter êxito em viabilizar o abate, uma nova tentativa foi feita e um convênio com a China foi firmado prevendo a exportação de até 300 mil jumentos. O interesse chinês é, além da carne, vivisseção. A reação não poderia ser diferente, e o eco dos ambientalistas desta vez foi ouvido até na Câmara. Para os que não sabem, vivisseção é o ato de dissecar um animal vivo com o propósito de realizar estudos de natureza anatomo-fisiológica. Melhor destino teria o animal se fosse simplesmente para o abate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Independente de discussões morais ou econômicas, o problema está posto diante de sociedade e alguma decisão precisa ser tomada. Sem utilidade econômica o destino de 1,5 milhões de animais será o de serem abandonados a própria sorte e, com isto afetar a sorte de quem anda pelas rodovias. Não permitir alternativas econômicas tem um alto custo social, e aceitar qualquer solução econômica tem alto custo moral. Ambientalistas e políticos precisam ceder para se chegar a um consenso, pois está sobrando jumento no Nordeste.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5363245465536248582-1764300634454693983?l=www.blogdatametrica.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.blogdatametrica.com.br/2012/04/esta-sobrando-jumento-no-nordeste.html</link><author>noreply@blogger.com (Datamétrica)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-XUSPMPk-ZII/T5ATRVE1ZVI/AAAAAAAAAsM/DGnbw8PZ1Ew/s72-c/rebanho+asinino.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-5363245465536248582.post-3838301267566421566</guid><pubDate>Wed, 18 Apr 2012 13:41:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-04-18T10:41:26.234-03:00</atom:updated><title>Occupy Estelita</title><description>&lt;i&gt;Por Marcelo Eduardo A. Silva&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Tempos atrás escrevi sobre a necessidade de “repensarmos” (se é que um dia pensamos sobre isto) o planejamento urbano de nossa cidade, em particular de nosso centro (ver aqui &lt;a href="http://www.blogdatametrica.com.br/2011/11/occupy-downtown.html"&gt;http://www.blogdatametrica.com.br/2011/11/occupy-downtown.html&lt;/a&gt;). Naquele artigo argumentava que todos nós tínhamos abandonado o centro de nossa cidade, de que Recife, apesar do descaso, continua uma cidade linda, com seus rios, pontes, lugares históricos, etc. Argumentava que precisaríamos reinventar o centro de nossa cidade, o que exigiria uma ação (e não inércia) do poder público na recuperação dos espaços públicos, na retomada dos espaços que antes nos pertenciam e agora foram entregues ao completo abandono e à ocupação desordenada. Passa pela recuperação de nossas praças, de nossas ruas, por um projeto de arborização, de controle do trânsito, pela atração de novos empreendimentos de negócios, de entretenimento. Passa por trazer de volta as famílias, passa por trazer de volta a vida ao nosso centro. Como tinha argumentado, a vida das cidades não está nos shoppings, mas nas suas ruas e praças, nos seus prédios históricos, nos seus museus.&amp;nbsp; Dizia que a vida de cidades modelo como Paris, Barcelona, Londres, Washington, Nova Iorque está nas suas ruas, praças, não nos shoppings centers. Com o perigo de ser repetitivo, gostaria de voltar a este tema num momento em que mais uma vez nos vemos diante de um conflito entre preservar o passado e aquilo que se apresenta como “novo”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste aspecto gostaria de destacar apenas duas coisas. Em primeiro lugar, apresentar o “novo” em contraste com o quadro atual é, no mínimo, uma estratégia perversa. O fato do cais José Estelita se encontrar abandonado por anos a fio pelo poder público e pela própria sociedade não pode servir de justificativa para o “novo”. Se assim o fosse deveríamos ter demolido todo o Recife Antigo a muitos anos atrás com seus prédios e monumentos históricos, dentre eles a primeira sinagoga das américas, a Torre Malakoff, etc. E porque não o fizemos? Porque percebemos a importância de preservar a nossa história, nosso passado, aquilo que nos torna recifenses. Isto me faz lembrar esta mania incômoda, para alguns, do povo pernambucano de se rebelar contra os “consensos” históricos, como no caso da Revolução Pernambucana de 1817. No caso particular do Recife Antigo a lição clara e evidente (talvez não para nossos burocratas de plantão) é de que é possível se reinventar uma cidade, ocupando seus espaços, preservando sua história, ao mesmo tempo que se abre para o futuro.&amp;nbsp; Um marco disto é a vinda do Cesar alinhando tecnologia de ponta (futuro) com o passado (abrigado em um prédio histórico), ou ainda o Paço Alfândega, que com todos os seus defeitos é um prédio belíssimo, ou a restauração que está em curso no porto do Recife, nos centros culturais que estão sendo instalados em prédios antigos, etc. A lição, portanto, é que podemos ter o novo sem destruir nosso passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em segundo, embora acredite na importância da iniciativa privada, também acredito na regulação (e isto por parte do poder público). Não podemos submeter nossa cidade aos interesses de apenas alguns, sejam estes entes privados ou “públicos”. Basta ver o que a des-governança municipal tem proporcionado à nossa cidade ou ainda nos danos que a especulação imobiliária tem trazido. Se a população deseja discutir o que deve ser feito com seus espaços, qual o problema disto? Exemplo recente é o futuro parque da Tamarineira. Se não fosse a opinião pública, ao invés de um parque, numa cidade já carente de espaços verdes, teríamos mais um famigerado shopping, como se não bastassem os que já temos. Talvez apenas agora nossa sociedade esteja acordando para o fato de que precisamos escolher bem nossos representantes e mais ainda de que não podemos nos negar a discutir a cidade que queremos.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5363245465536248582-3838301267566421566?l=www.blogdatametrica.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.blogdatametrica.com.br/2012/04/occupy-estelita.html</link><author>noreply@blogger.com (Datamétrica)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-5363245465536248582.post-2452513698217339424</guid><pubDate>Tue, 17 Apr 2012 11:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-04-17T09:00:36.586-03:00</atom:updated><title>Garanhuns, 1549</title><description>&lt;i&gt;Por Gustavo Maia Gomes&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei, perfeitamente, com a ajuda do Google, que Garanhuns só começou a existir em 1811. Mas o pavoroso crime ali perpetrado, na semana passada, me fez relembrar o século 16 e, neste contexto, uma temática importante da história brasileira, em seus primórdios: a antropofagia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;MISSÃO&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;O padre Manoel da Nóbrega chegou à Bahia em 1549, liderando o primeiro grupo de jesuítas. Sua missão era transformar em católicos europeus os nativos brasileiros, que desconheciam por completo a escrita, os metais, a pólvora, o Estado central e a fantasmagoria cristã. Se conseguisse, ajudaria o projeto português de explorar economicamente a terra ocupada, incorporando os índios como mão de obra; se não conseguisse, também ajudaria, ao abalar os fundamentos da cultura local e contribuir para a transmissão de epidemias letais aos primitivos habitantes, desta forma impossibilitando-os de se tornarem obstáculos intransponíveis ao mesmo projeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco tempo após desembarcar, Nóbrega foi apresentado aos índios e à antropofagia. Suas cartas revelam obsessão pela “coisa mais abominável que existe entre eles”. Hábito pior, mas comparável, ao de terem os índios várias mulheres, todas temporárias, enquanto os jesuítas não tinham nenhuma, fosse fixa ou transitória. Oficialmente, pelo menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-BL9jK4ZVBlU/T4yGPEVrvPI/AAAAAAAAAsE/8SBmSWiLMUM/s1600/foto.png" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="152" src="http://2.bp.blogspot.com/-BL9jK4ZVBlU/T4yGPEVrvPI/AAAAAAAAAsE/8SBmSWiLMUM/s400/foto.png" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr align="left"&gt;&lt;td class="tr-caption"&gt;&lt;b&gt;Canibalismo no Brasil colonial&lt;/b&gt;. (A) As carnes humanas eram assadas no moquém e degustadas por todos; (B) dos intestinos e vísceras da vítima, as mulheres faziam uma sopa que só elas e as crianças comiam. Gravuras de Théodore de Bry no livro de Hans Staden citado nas referências.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Se os índios matam alguém na guerra”, escreveu o padre, “o partem em pedaços e depois de moqueado o comem com a mesma solenidade; e tudo isto fazem com um ódio cordial que têm um ao outro, e nestas duas coisas, isto é, terem muitas mulheres e matarem os inimigos, consiste toda a sua honra”. “Moquear” era assar a carne no moquém, a churrasqueira dos tupis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda segundo Nóbrega: “quando [os nativos capturam algum inimigo], trazem-no com grande festa com uma corda pela garganta e dão-lhe por mulher a filha do Principal, ou qual outra que mais o contente, e põem-no a cevar como porco, até que o hajam de matar, para o que se ajuntam todos os da comarca a ver a festa. E um dia antes que o matem, lavam-no todo e, no dia seguinte, põem-no em um terreiro atado pela cinta com uma corda. Morto, cortam-lhe logo o dedo polegar, porque com aquele atirava as flechas, e o demais fazem em postas para o comer, assado e cozido”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se refestelam, acrescentaria ele, em outras ocasiões. Mais ou menos, como deve ter acontecido em Garanhuns, quase cinco séculos depois. É a história sendo reescrita como farsa da pior qualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;REFLEXÕES&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Seria a antropofagia evidência definitiva de que os nativos eram bárbaros? Os jesuítas pensaram assim. Já os intelectuais do Renascimento, dentre os quais, Michel de Montaigne, tiveram, em relação aos índios brasileiros, sentimentos que oscilaram desde o mito do bom selvagem ao repúdio a tudo deles que diferisse da normalidade europeia. Repúdio apenas levemente atenuado pela crença de que os tupis comiam carne humana “não por gosto ou apetite”, mas por vingança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Montaigne, entretanto (em 1580), por condenáveis que fossem os costumes recém-descobertos na América, nem mesmo a prática do canibalismo pelos índios brasileiros era motivo suficiente para os europeus reivindicarem superioridade moral. Isso porque coisas tão ruins – que incluíam a antropofagia – ou piores estavam acontecendo ao seu lado, no quadro das guerras religiosas que se seguiram à Reforma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do que escreveram Nóbrega e Montaigne, houve, na Europa do século 16, duas discussões escolásticas – ou seja, controladas pela igreja Católica – envolvendo a antropofagia. Uma revolvia em torno da seguinte questão: se uma pessoa comera muitos seres humanos durante a vida, seu corpo se havia transformado em uma assembleia de carnes alheias. Sendo assim, quando chegasse o dia do juízo final, quem ressuscitaria? O antropófago, carregando pedaços de mil outros homens e mulheres? Ou os que tinham sido comidos? Não poderia ser os dois, por falta de matéria prima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A outra discussão, ainda mais perturbadora, tinha a ver com um dos pilares do catolicismo: a alegada presença do corpo de Cristo no pedaço de pão comido nas missas pelos fieis. Como a Igreja garante que aquilo é, realmente, o que ela diz ser, deduz-se, na mais rigorosa lógica, que os católicos são antropófagos. Uma conclusão perturbadora, resolvida pela abolição da lógica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saindo da Europa quinhentista e voltando à terra dos índios comedores de gente, Oswald de Andrade, figura central do movimento modernista, recorreu à gastronomia tupi como metáfora para defender uma nova cultura brasileira que “deglutisse” as influências estrangeiras, fundindo-as, depois disso, com os elementos autenticamente locais. Seu “Manifesto Antropófago”, de 1928, começa dizendo que “só a Antropofagia nos une. Socialmente. Economicamente. Filosoficamente. Única lei do mundo. Expressão mascarada de todos os individualismos, de todos os coletivismos. De todas as religiões. De todos os tratados de paz. Tupi, or not tupi that is the question”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;DE VOLTA A 2012&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Os jesuítas se escandalizaram com a antropofagia; Montaigne refletiu sobre ela em termos filosóficos; os escolásticos produziram mistificação intelectual; Oswald de Andrade fez literatura. Todos eram, mais ou menos, inocentes. Já os monstros de Garanhuns, ao praticaram a atrocidade, nos trouxeram de volta o pior do século 16. Em alguns casos, como no dos desavisados comedores de empadas feitas com carne humana, de um modo particularmente traiçoeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na tradição das leis e da Justiça brasileiras, eles serão condenados, mas a penas tão leves que, ao serem, finalmente, julgados, já terão cumprido mais de um sexto delas, tendo o direito de pagar o restante em regime aberto. Irão, portanto, diretamente, do Fórum para casa, onde, com certeza, logo retomarão o preparo dos seus salgadinhos especiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se, ao menos, o inferno existisse...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;SOBRE O ASSUNTO&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Catalin Avramescu, An Intellectual History of Cannibalism (Tradução para o inglês de Alistair Ian Blyth). New Jersey, Princeton University Press, 2011&lt;br /&gt;Fernão Cardim, Tratados da Terra e Gente do Brasil. Transcrição, introdução e notas de Ana Maria de Azevedo, São Paulo, Hedra, 2009&lt;br /&gt;Hans Staden, Viagem ao Brasil. Rio de Janeiro: Academia Brasileira, 1930, 186 pp. (A edição original é de 1557). &lt;br /&gt;Jorge Couto, A construção do Brasil: Ameríndios, portugueses e africanos do início do povoamento a finais de Quinhentos, 3a ed., Rio de Janeiro, Forense, 2011&lt;br /&gt;Manoel da Nóbrega, Cartas do Brasil (1549-1560). Belo Horizonte: Itatiaia; São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 1988 (Coleção Cartas Jesuíticas, I)&lt;br /&gt;Manuela Carneiro da Cunha, “Imagens de índios do Brasil: o século XVI”, Estudos Avançados, vol. 4, n. 10, São Paulo, dezembro 1990&lt;br /&gt;Mário Maestri, A terra dos males sem fim: Agonia tupinambá no litoral brasileiro (Século XVI), Porto Alegre, Bruxelas, 1990-1991&lt;br /&gt;Michel de Montaigne, Ensaios. Tradução de Sérgio Milliet. Abril Cultural, São Paulo, 1972, p. 107. (A edição original do Livro I é de 1580)&lt;br /&gt;Oswald de Andrade, “Manifesto Antropófago”, Revista de Antropofagia, Ano 1, No. 1, maio de 1928&lt;br /&gt;Sara Castro-Klarén, “Parallaxes: Cannibalism and Self-Embodiment or the Calvinist Reading of Tupi A-Theology”, in Jeffrey Jerome Cohen and Gail Weiss (eds), Thinking the Limits of the Body. Albany, State University of New York, 2003&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este artigo está sendo publicado, simultaneamente, em: &lt;a href="http://www.blogdatametrica.com.br/"&gt;http://www.blogdatametrica.com.br&lt;/a&gt;; &lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.econometrix.com.br/"&gt;http://www.econometrix.com.br&lt;/a&gt;; &lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.gustavomaiagomes.blogspot.com/"&gt;http://www.gustavomaiagomes.blogspot.com&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5363245465536248582-2452513698217339424?l=www.blogdatametrica.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.blogdatametrica.com.br/2012/04/garanhuns-1549.html</link><author>noreply@blogger.com (Datamétrica)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-BL9jK4ZVBlU/T4yGPEVrvPI/AAAAAAAAAsE/8SBmSWiLMUM/s72-c/foto.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-5363245465536248582.post-717899217556244137</guid><pubDate>Sun, 15 Apr 2012 13:46:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-04-15T10:47:08.394-03:00</atom:updated><title>Homo Economicus, ele está no meio de nós.</title><description>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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Mesmo sendo uma teoria comportamental bastante simplificada mesmo para os padrões do século XIX, quando foi proposta, ela ainda fornece o insight básico para estudar o comportamento econômico em todos os modelos propostos desde então.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Contrapondo o homo economicus no Brasil teríamos, no entanto, o homem cordial, que foi definido por Sergio Buarque de Holanda como aquele que age movido pela emoção no lugar da razão, que não vê distinção entre o privado e o público, e detesta formalidades. Na vida cotidiana uma expressão do homem cordial é que para ele é “normal” ignorar as leis em favor das amizades. Porém eles não são antagônicos, o homem cordial apenas estende sua racionalidade a divisão da coisa pública de forma e elevar sua satisfação/benefício pessoal.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Em que isto impacta a economia Nordestina? Em muita coisa. Atualmente o Nordeste vive um novo surto de crescimento econômico, algo que não ocorria desde a época da criação da SUDENE e, antes disso, desde o final do século XIX. Nós casos anteriores o crescimento não foi endógeno, e atualmente também não é. Nos casos anteriores foi efêmero, atualmente também poderá ser. Um dos fatores que pode contribuir para isso é que a presença do homo economicus cordial destrói a meritocracia, e sem ela não há espírito capitalista que resista.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Observando-se os motivos do atual crescimento do Nordeste fica evidente que direta e indiretamente o processo vem sendo induzido pelo setor público. Com exceção de parte do crédito concedido as famílias, boa parte do crescimento do consumo nas classes C e D se deve a gastos sociais e elevação da massa de salários no setor público. A quase totalidade dos investimentos estruturantes também está sendo feitos pelo setor público, e mesmo os grandes investimentos privados na Região são não apenas financiados pelo setor público (BNDES) como também tem as escolhas locacionais pautadas por benefícios fiscais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;Políticas regionais de crescimento são sempre bem vindas, principalmente no caso regiões pobres como é o caso do Nordeste. Mas em geral elas são voltadas para dar início a um processo de crescimento auto-sustentável, e não há no Nordeste qualquer indicação neste sentido. Basta olhar os indicadores de capital humano da Região, que só melhoram quantitativamente (ex. mais formandos), mas pioram qualitativamente (ex. menores notas dos formandos).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;A experiência da SUDENE mostrou que o Estado não tem meios de carregar o crescimento regional nas costas indefinidamente, por melhores que sejam as intenções e por melhores que sejam os cenários. A economia, infelizmente, é cíclica, e os agentes racionais que nela se inserem estão sempre procurando melhores oportunidades. Não deixa de ser engraçado, contudo, que os atuais neo-desenvolvimentistas depositem suas esperanças de sucesso de longo prazo no espírito capitalista do homo economicus liberal, ignorando que ele não tem concepção regional e, para piorar, ainda por cima é cordial.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5363245465536248582-717899217556244137?l=www.blogdatametrica.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.blogdatametrica.com.br/2012/04/homo-economicus-ele-esta-no-meio-de-nos.html</link><author>noreply@blogger.com (Fernando Dias)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-5363245465536248582.post-8938016622464934165</guid><pubDate>Thu, 12 Apr 2012 11:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-04-12T08:00:13.244-03:00</atom:updated><title>Coelhos da cartola ou tiro no pé</title><description>&lt;i&gt;&amp;nbsp;Por Carlos Magno Lopes&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A diferença entre o spread bancário e a taxa de juros na ponta do mercado, no Brasil, sempre foi e, talvez, continuará a ser um enigma difícil de ser desvendado. Estudos sérios já realizados foram incapazes de identificar as disparidades entre o custo de captação e a taxa de juros paga pelo consumidor. O governo resolveu agir e anunciou que as principais instituições financeiras oficiais que atuam como banco comercial, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal passarão a praticar uma política de juros substancialmente inferior às atualmente utilizadas pelo mercado. A expectativa é que os bancos privados, sentindo-se ameaçados pela concorrência, venham a ter comportamento idêntico aos dos bancos oficiais. Com isso, o consumo e o investimento seriam estimulados e a economia brasileira teria, então, condições de crescer de forma mais acelerada e equilibrada, isto é, com taxas de investimento em torno de 25% do PIB.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda é cedo para se avaliar a reação dos bancos comerciais quanto à nova política de juros dos bancos oficiais em questão, mas parece pouco provável que o temor da competição leve o mercado a acompanhar a redução de juros anunciada pelos bancos públicos, pelo menos na mesma magnitude. Ainda que o façam, a modelagem das operações financeira passará por profundas alterações. Em primeiro lugar, é importante observar que os bancos privados possuem compromissos e são cobrados por seus acionistas, que certamente não gostariam de ver seus investimentos perdendo rentabilidade. No caso dos bancos oficiais, como já sabido, para resolver qualquer problema de insolvência ou baixa rentabilidade basta acionar o Tesouro Nacional, que serve, dentre outras coisas, para isso: emprestar dinheiro barato para banco públicos subsidiarem alguém ou estancar miraculosamente o próprio problema patrimonial. Quem paga a conta do subsídio, como não poderia deixar de ser, é o contribuinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que possam reduzir os juros nos níveis anunciados pelos bancos oficiais, os bancos privados terão de adotar critérios de análise de risco bem mais rigorosos que os atuais (como garantias), sob pena de terem de fazer elevadas provisões para os créditos de liquidação duvidosa, que certamente aparecerão em seus balanços. Se isso ocorrer, poucos serão os premiados com o crédito, pois boa parte dos atuais tomadores se tornarão inelegíveis ao crédito, ante um sistema de avaliação de crédito mais seletivo. Com isso, o volume de empréstimos ao invés de aumentar, como o previsto pelo governo, corre o risco de recuar. Empanturrados de liquidez, os bancos correrão para os títulos públicos e papéis de curto prazo, que não servem para financiar investimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por último, em relação ao crédito de consumo, a morosidade jurídica, em caso de inadimplência, pode resultar em insegurança jurídica excessiva. Pode ser que o governo tenha tirado vários coelhos da cartola, mas também pode ter dado um tiro no pé.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5363245465536248582-8938016622464934165?l=www.blogdatametrica.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.blogdatametrica.com.br/2012/04/coelhos-da-cartola-ou-tiro-no-pe.html</link><author>noreply@blogger.com (Datamétrica)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-5363245465536248582.post-7064927682711897723</guid><pubDate>Tue, 10 Apr 2012 19:31:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-04-10T18:03:43.809-03:00</atom:updated><title>Charlingtonglaevionbeecheknavare é a mãe!</title><description>&lt;div style="color: black;"&gt;&lt;i&gt;Por Marcelo Eduardo A. Silva &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black;"&gt;Um dos dilemas enfrentados por “quase papais” e “quase mamães” é a escolha do nome dos rebentos. Aqui é uma daquelas áreas em que inacreditavelmente a Economia pode ajudar bastante. Mas vamos lá. O dilema dos futuros papais e mamães é grande porque afinal opções é que não faltam. Para os mais conservadores, a dica é sempre escolher nomes tradicionais como Maria, Antônio, João e José e, portanto, reduzir o risco de ver o rebento com um nome impronunciável. Por outro lado, há os mais criativos e, aparentemente, para a criatividade não há limites. O site desciclopedia mostra alguns destes nomes bastante criativos registrados em cartórios do Brasil (&lt;a href="http://desciclopedia.ws/wiki/Lista_de_nomes_estranhos_registrados"&gt;http://desciclopedia.ws/wiki/Lista_de_nomes_estranhos_registrados&lt;/a&gt;). Para os fãs da letra “a”, aqui vão algumas opções:&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul style="color: black;"&gt;&lt;li&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Alesanderson Capivara do Mato Pascoal de Souza&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Adalberto Churrasco&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Abrilina Décima Nona Caçapavana Piratininga de Almeida&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Acheropita Papazone&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Adegesto Pataca&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Aeronauta Barata&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Agrícola Beterraba (Provavelmente a família plantava beterrabas, mas custava colocar outro nome no menino!)&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Alce Barbuda&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Amim Amou Amado&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Antônio Ernane Cacique de New York&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Antônio Manso Pacífico de Oliveira Sossegado&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Antônio Treze de Junho de Mil Novecentos e Dezessete (A vantagem deste é que não dá para esquecer a data do aniversário).&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Aricléia Café Chá (Imagina o garçom perguntando: Dona Café Chá, vai um Café ou um Chá?)&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Arquiteclínio Petrocoquínio de Andrade&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Audobrantina Moema Cearenciana&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Araúto do Charuto Fedido&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ausbkhiyshueiz Estranho da Silva (Este realmente estranho!)&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black;"&gt;Algumas opções com a letra “b”:&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul style="color: black;"&gt;&lt;li&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Barrigudinha Seleida&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Bende Sande Branquinho Maracajá&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Benedito Frôscolo Jovino de Almeida Aimbaré Militão de Souza Baruel de Itaparica Boré Fomi de Tucunduvá&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Brígida de Samora Mora Belderagas Piruégas de Alfim Cerqueira Borges Cabral&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;Ou ainda algumas outras opções com a letra C:&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul style="color: black;"&gt;&lt;li&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Coel Lhinho Da Páscoa&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Carabino Tiro Certo&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Carícia Temporal&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Céu Azul do Sol Poente&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Charlingtonglaevionbeecheknavare dos Anjos Mendonça&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Chevrolet da Silva Ford (O irmão se chamava Fiat da Silva Volkswagen Bibite). &lt;/li&gt;&lt;li&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Chuck Norris Junior (Não há dúvidas sobre a masculinidade do garoto!)&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Colapso Cardíaco da Silva&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Cólica de Jesus&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Comigo é Nove na Garrucha Trouxada&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Creosméria Emansueta&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Crisoprasso Compasso&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;Enfim, a lista segue. Para os mais indecisos e propensos à criatividade vale a pena observar alguns resultados interessantes, em particular, o fato de que ao escolher o nome do rebento você poderá estar determinando a probabilidade de seu filho ou filha obter um emprego. É isto que mostra uma pesquisa recente de dois economistas. Marianne Bertrand e Sendhil Mullainathan (este certamente seria incluído em nossa lista acima) mostram que um postulante a uma vaga de trabalho com nomes como “Lakisha Washington” ou “Jamal Jones”, similar aos nossos “Antônio Ernane Cacique de New York” ou ainda “Colapso Cardíaco da Silva”, são menos prováveis de obter uma entrevista de emprego do que pessoas com nomes como “Emily Walsh” ou ainda “Greg Baker”. No caso americano, a questão investigada consiste no fato de que os nomes dos postulantes são associados à raça, afinal Lakisha ou Jamal são nomes mais comuns entre negros, enquanto Emily e Greg mais comuns entre brancos. Como a discriminação racial é proibida, os autores argumentam que é possível que a discriminação exista a partir da dedução da raça do postulante a partir de seu nome. Bertrand e Mullainathan (2004) mostram que postulantes com nomes comuns entre brancos precisam enviar, em média, dez currículos para obter uma oferta de entrevista, enquanto postulantes com nomes comuns entre negros precisam enviar, em média, quinze currículos para obter uma oferta de entrevista.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #990000;"&gt;&lt;br style="color: black;" /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Particularmente, desconheço algum trabalho que tenha feito um experimento semelhante para o caso brasileiro, mas por vias das dúvidas, é melhor não arriscar na criatividade na hora de colocar o nome do filho. Afinal, o Charlingtonglaevionbeecheknavarezinho pode não receber uma ligação de oferta de entrevista no futuro, não por que o pobrezinho não seja competente, mas por que ninguém (nem mesmo o pobre coitado) conseguirá pronunciar seu nome ao telefone. Imagina a cena: alô, o “Charlington...alguma coisa” está em casa? É improvável. Ou ainda, “Alô, estou ligando para confirmar a entrevista de Comigo é Nove na Garrucha Trouxada”. Enfim, fica a dica.&lt;/span&gt;&lt;br style="color: black;" /&gt;&lt;br style="color: black;" /&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Referência: &lt;/span&gt;&lt;span style="color: #990000;"&gt;Bertrand, Marianne and Sendhil Mullainathan. "Are Emily And Greg more Employable Than Lakisha And Jamal? A Field Experiment On Labor Market Discrimination," American Economic Review, 2004, v94 (4,Sep), 991-1013.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5363245465536248582-7064927682711897723?l=www.blogdatametrica.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.blogdatametrica.com.br/2012/04/charlingtonglaevionbeecheknavare-e-mae.html</link><author>noreply@blogger.com (Datamétrica)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-5363245465536248582.post-6766172795533154461</guid><pubDate>Tue, 03 Apr 2012 12:10:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-04-03T09:10:50.071-03:00</atom:updated><title>Intermediação financeira e desigualdades regionais</title><description>&lt;i&gt;Por Gustavo Maia Gomes&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos últimos cinquenta anos, grandes mudanças aconteceram na nossa economia regional: vazios demográficos foram ocupados; houve redução (até 1991; aumento, depois) das diferenças entre os PIBs per capita das regiões; diminuíram as disparidades econômicas entre os municípios; reduziu-se a distância social entre as regiões. Alguns ícones da desigualdade, contudo, permaneceram intactos. Por exemplo: em 1960, o Nordeste tinha um PIB per capita igual a 47% do brasileiro. Em 2010, também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As desigualdades financeiras são menos conhecidas. É ótimo, portanto, que informações dessa natureza sejam divulgadas, como foram, recentemente, pelo Banco Central. Afinal, num mundo em que as finanças cada vez mais comandam a economia real, com todas as perigosas consequências daí advindas, ninguém -- seja uma região ou um bandido -- vai muito longe sem ter um banco por perto. Nem que seja para assaltá-lo, de vez em quando. Ou ser por ele assaltado, como ocorre com a maioria de nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;AGÊNCIAS&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na definição oficial, "agência" é a "dependência de instituições financeiras autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil e destinada à prática das atividades para as quais a instituição esteja regularmente habilitada". O Norte (85% da média brasileira, conforme definida na nota abaixo da figura) e o Centro-Oeste (86%) são as regiões menos bem servidas de agências bancárias. Não é o caso do Nordeste (109%), que está acima da média.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A situação do Nordeste talvez se explique como mais uma consequência do enorme peso que o Bolsa-Família tem nesta região (mais de 50% dos recursos nacionais do programa vêm para o Nordeste). A bolsa é paga em dinheiro; são pequenos valores, mas distribuídos por milhões de pessoas. Ora, onde há dinheiro e gente, há bancos (ou casas lotéricas, que, ao fazerem operações tipicamente bancárias exercem as funções de agências.) É o que está acontecendo no Nordeste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, outros indicadores não trazem notícias tão boas para esta região.&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-3qbFgNkL5IU/T3rmK35kPKI/AAAAAAAAArc/-JAkZppUAKk/s1600/agencias+bancarias1.png" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-3qbFgNkL5IU/T3rmK35kPKI/AAAAAAAAArc/-JAkZppUAKk/s1600/agencias+bancarias1.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr align="left"&gt;&lt;td class="tr-caption"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Fonte: Banco Central do Brasil (em IBGE / Estados)&lt;/b&gt;&amp;nbsp; NOTA: as colunas representam o dado para a região, comparativamente à participação desta no PIB do país. Por exemplo, o Norte tem 4,2% das agências bancárias do Brasil. Deveria ter 5% (a participação da região no PIB brasileiro). Portanto, o número de agências do Norte, relativamente ao produto regional (83,8), está abaixo da média nacional (100).&lt;/i&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;OPERAÇÕES DE CRÉDITO&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Banco Central define "Operações de Crédito" como o "estoque total das operações de empréstimos e financiamentos concedidos pelas instituições integrantes do Sistema Financeiro Nacional, classificado de acordo com a origem e o direcionamento dos recursos". Os dados resumidos na figura abaixo mostram que o Norte (35,9%), o Nordeste (55,1%) e o Sul (78,8%) estão abaixo da média nacional, no critério definido na nota abaixo do gráfico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Nordeste respondeu, em 2010, por apenas 7,2% das operações de crédito realizadas no Brasil, um número substancialmente abaixo da participação da mesma região no PIB brasileiro (13,1%). O que isto pode significar? Uma explicação é que, no caso das "empresas", boa parte da economia desta região ainda se compõe de atividades informais, com pouco ou nenhum acesso ao crédito bancário. Já no caso das pessoas enquanto consumidoras, mesmo as muitas que vão ao banco sacar sua bolsa-família, não fazem mais nenhuma transação financeira "oficial" além desta, até o próximo dia de recebimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse sentido, portanto, a tão enaltecida "bancarização" (ou seja, mais gente tendo acesso aos bancos) do Brasil e do Nordeste talvez seja, apenas, um caso típico do copo meio-cheio-meio-vazio.&lt;br /&gt;Com a diferença de que, no Nordeste, a metade vazia é maior que a cheia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-wo8Mab6qbts/T3rnAYnzkbI/AAAAAAAAArk/RV6olX7Otho/s1600/agencias+bancarias2.png" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-wo8Mab6qbts/T3rnAYnzkbI/AAAAAAAAArk/RV6olX7Otho/s1600/agencias+bancarias2.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr align="left"&gt;&lt;td class="tr-caption"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Fonte: Banco Central do Brasil (em IBGE / Estados)&lt;/b&gt;&amp;nbsp; NOTA: as colunas representam o dado para a região, comparativamente à participação desta no PIB do país. Por exemplo, o Norte tem 1,8% das operações de crédito realizadas no Brasil em 2010. Deveria ter 5% (a participação da região no PIB brasileiro). Portanto, o volume de operações de crédito do Norte, relativamente ao produto regional (35,9), está abaixo da média nacional (100).&lt;/i&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;DEPÓSITOS DO GOVERNO&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No presente contexto, "depósitos à vista do governo" são os "depósitos à vista dos estados, municípios, empresas estatais e agências descentralizadas junto ao sistema financeiro." Não incluem, portanto, diretamente, os depósitos do governo federal, o que, provavelmente, explica o baixo desempenho do Centro-Oeste na variável. Mas, indiretamente, incluem, sim, pois parcela considerável dos recursos de estados e municípios -- no Norte e Nordeste, sobretudo -- tem origem em Brasília, sendo dali transferida para as contas dos governos estaduais e municipais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Norte (índice 232,4%) e o Nordeste (160,6%) são os grandes campeões relativos em depósitos à vista dos governos estaduais e municipais. Um sinal do quanto estas duas regiões ainda dependem do dinheiro público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguma surpresa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-bm36PKRwsK4/T3rnti5tOjI/AAAAAAAAArs/MaK2ElfElkI/s1600/agencias+bancarias3.png" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-bm36PKRwsK4/T3rnti5tOjI/AAAAAAAAArs/MaK2ElfElkI/s1600/agencias+bancarias3.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr align="left"&gt;&lt;td class="tr-caption"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Fonte: Banco Central do Brasil (em IBGE / Estados)&lt;/b&gt;&amp;nbsp; NOTA: as colunas representam o dado para a região, comparativamente à participação desta no PIB do país. Por exemplo, o Norte tinha 11,7% dos depósitos à vista dos governos estaduais e municipais no Brasil em 2010. Deveria ter 5% (a participação da região no PIB brasileiro). Portanto, o volume de depósitos governamentais no Norte, relativamente ao produto regional (232,4), está acima da média nacional (100).&lt;/i&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Cp76bnmLLb8/T3rocc1ouBI/AAAAAAAAAr0/DwzQfp6OtM0/s1600/agencias+bancarias4.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-Cp76bnmLLb8/T3rocc1ouBI/AAAAAAAAAr0/DwzQfp6OtM0/s1600/agencias+bancarias4.png" /&gt;&amp;nbsp;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;Este artigo está sendo publicado, simultaneamente, em&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.blogdatametrica.com.br/"&gt;http://www.blogdatametrica.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.econometrix.com.br/"&gt;http://www.econometrix.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.gustavomaiagomes.blogspot.com/"&gt;http://www.gustavomaiagomes.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5363245465536248582-6766172795533154461?l=www.blogdatametrica.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.blogdatametrica.com.br/2012/04/intermediacao-financeira-e.html</link><author>noreply@blogger.com (Datamétrica)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-3qbFgNkL5IU/T3rmK35kPKI/AAAAAAAAArc/-JAkZppUAKk/s72-c/agencias+bancarias1.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-5363245465536248582.post-7388070253555590582</guid><pubDate>Thu, 29 Mar 2012 11:34:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-03-29T08:34:15.362-03:00</atom:updated><title>Custo Brasil e Desindustrialização</title><description>&lt;i&gt;Por Carlos Magno Lopes &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil é uma potência agropecuária mundial. Só deixará de ser se forças obscurantistas, abundantes em Brasília, conseguirem estraçalhar o que foi construído ao longo nos últimos trinta anos, o que não é de todo improvável. A indústria brasileira, mesmo depois de décadas de protecionismo, ainda está longe de ter a dimensão global da agricultura. Isso não significa dizer que nossos industriais não tenham a mesma competência dos nossos produtores da agropecuária. Significa que, para eles, o Custo Brasil é muito mais prejudicial que para o agronegócio. O problema da indústria não é a taxa de câmbio que, por ser flutuante (“flutuação suja”), deve oscilar. Quando isso ocorre, uns ganham e outros perdem. Promover, artificialmente, a depreciação do Real seria um grande erro, como querem alguns. Esse é um preço muito alto para proteger segmentos da indústria ineficientes. Da mesma forma, defender o protecionismo também é um equívoco que dispensa explicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual é, então, o maior obstáculo a ser superado pela indústria nacional? Em primeiro lugar, o custo do trabalho e o sistema tributário, que permitem soluções de curto prazo, pois dependem apenas de mudança na legislação. A infraestrutura, o outro grande entrave, contudo, só poderá ser eliminado no longo prazo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recente pesquisa, realizada pela PricewaterhouseCoopers, compara o custo de manufatura de um automóvel pequeno (compacto) no Brasil e em sete outros países, como apresentado na tabela abaixo. O Brasil não se sai muito bem na foto, só superando os países da Europa Ocidental (Alemanha e Inglaterra), onde tradicionalmente a remuneração do trabalho é muito elevada em comparação às dos demais países considerados. Por outro lado, o custo de manufatura no Brasil é similar aos dos Estados Unidos e do Japão, países em que a remuneração do trabalho também é maior. No entanto, o Brasil perde para o México, Tailândia e China. Se os impostos, no Brasil, não fossem em cascata e a legislação trabalhista fosse flexível, a posição do Brasil nesse ranking seria outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-vB6VNvFWejE/T3RImmRMTVI/AAAAAAAAArU/CdW1rzAe0s8/s1600/custo+de+manufatura.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="230" src="http://1.bp.blogspot.com/-vB6VNvFWejE/T3RImmRMTVI/AAAAAAAAArU/CdW1rzAe0s8/s320/custo+de+manufatura.png" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;As más notícias não param. Considerando o mesmo nível de automação e do produto, segundo a PricewaterhouseCoopers, as montadoras americanas e chinesas precisam entre 15 a 19 horas para produzir um automóvel, em média, quando, no Brasil, as montadoras precisam entre 26 e 30 horas. Esse é um reflexo direto da baixa produtividade do trabalho. Assim, o custo do trabalho alto coexiste com a baixa produtividade da mão de obra no Brasil, nesse comparativo com esses dois países.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse exemplo serve para ilustrar que não é a taxa de câmbio que tem contido as exportações de automóveis produzidos no Brasil, que o Brasil não será usado pelas montadoras como plataforma de exportação de automóveis e que o Custo Brasil é, de fato, um insuperável obstáculo à competitividade da indústria nacional. Ou o Brasil acaba com o Custo Brasil ou o Custo Brasil acaba com o Brasil!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5363245465536248582-7388070253555590582?l=www.blogdatametrica.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.blogdatametrica.com.br/2012/03/custo-brasil-e-desindustrializacao.html</link><author>noreply@blogger.com (Datamétrica)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-vB6VNvFWejE/T3RImmRMTVI/AAAAAAAAArU/CdW1rzAe0s8/s72-c/custo+de+manufatura.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-5363245465536248582.post-2447729842927326</guid><pubDate>Wed, 28 Mar 2012 18:18:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-03-28T15:18:17.093-03:00</atom:updated><title>Contrastes nordestinos</title><description>&lt;i&gt;Por Marcelo Eduardo A. Silva&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;O DIEESE divulgou&amp;nbsp; os resultados da Pesquisa de Emprego e Desemprego para fevereiro de 2012 e os números mostram algumas informações interessantes. A primeira delas consiste no fato de que a taxa de desemprego de fevereiro apresentou elevação quando comparada à taxa apresentada em janeiro deste ano. Apenas em Recife e Belo Horizonte é que não houve alterações. As regiões metropolitanas de São Paulo, Porto Alegre e o Distrito Federal apresentaram as maiores altas no desemprego quando comparadas ao mês de janeiro. O fato de que a taxa de desemprego tenha aumentado entre fevereiro e janeiro deste ano não parece ser um problema, afinal o aspecto sazonal pode ter sido o elemento responsável por isto. Por outro lado, o segundo resultado interessante que se pode inferir dos resultados da pesquisa é que em termos de desempenho do emprego/desemprego as economias metropolitanas não apresentaram um desempenho espetacular, mas ao menos permaneceram relativamente estáveis no quesito taxa de desemprego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Três regiões apresentaram destaque no comparativo com o ano passado, duas localizadas no Nordeste. A primeira delas é a região de Belo Horizonte, onde a taxa de desemprego caiu de 7,8%, em fevereiro de 2011, para 5,1%, em fevereiro de 2012 (variação de 34%). A segunda região que merece destaque é a região metropolitana de Recife com queda na taxa de desemprego de 13,9%, em fevereiro de 2011, para 11,9%, em fevereiro de 2012 (variação de -14,4%), sinalizando que o mercado de trabalho local continua bem, obrigado. Por fim, a terceira região que merece destaque, mas neste caso no aspecto negativo, é a região metropolitana de Salvador. Esta apresenta elevação na taxa de desemprego de 14,3%, em fevereiro de 2011, para 15,8%, em fevereiro de 2012. Aliás, Salvador com este desempenho continua sendo a região com a mais elevada taxa de desemprego no Brasil, de acordo com os dados do DIEESE. Terra onde tudo parece ser motivo para festejar, este talvez não seja um deles. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-cprU6ZlhDU4/T3NVqrUAFyI/AAAAAAAAArM/IDum6obdt8k/s1600/grafico.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="222" src="http://1.bp.blogspot.com/-cprU6ZlhDU4/T3NVqrUAFyI/AAAAAAAAArM/IDum6obdt8k/s400/grafico.png" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5363245465536248582-2447729842927326?l=www.blogdatametrica.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.blogdatametrica.com.br/2012/03/contrastes-nordestinos.html</link><author>noreply@blogger.com (Datamétrica)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-cprU6ZlhDU4/T3NVqrUAFyI/AAAAAAAAArM/IDum6obdt8k/s72-c/grafico.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-5363245465536248582.post-7273969291683748748</guid><pubDate>Tue, 27 Mar 2012 12:07:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-03-27T09:07:07.297-03:00</atom:updated><title>Sinopse do último capítulo</title><description>&lt;i&gt;Por Gustavo Maia Gomes&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PRÓLOGO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;(Desculpem-me os aficionados; esta semana, não tem economia. Tem arte. Ou desastre?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FINAL DE NOVELA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beltraninho casar com fulaninha sinaliza que o fim está próximo. Daí por diante, é um deus nos acuda: a história de duzentos enredos, quase parada há três meses, assume velocidade alucinante. Mesmo assim, não será possível resolver tantos problemas em tão poucos dias. Mas – ufa! –, no último capítulo, tudo encontra seu lugar. Quase tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tereza Cristina leva Ferdinand a um motel, espera ele entrar na banheira, pega o secador de cabelos e, quando percebe que o rapaz está de olhos fechados, liga o aparelho e o joga dentro da água. O cara morre, não porque tenha sido eletrocutado – o fio era curto e o secador desconectou-se da tomada – mas porque a mulher tem muito a fazer. Ela atribui seu bom caráter a Nazaré Tedesco, prima de Nathalia Tinbergen, que foi casada com Francisco Cuoco, de quem se divorciou para lutar na guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na cena seguinte, Pomada Griselda se recusa a implorar por sua vida diante de um fiscal da Receita. Tereza Cristina quer vê-la morrer com muita dor e desespero. Indagada sobre o porquê de tanto ódio, a socialite afirma que a raiva se transformou em vício; é por isso que ela solta fumaça pelos cotovelos. No momento certo, entretanto, Antenor, que não é tenor e sim barítono, salva Alisante Griselda. Ainda bem, pois ambos são jovens e pretendem participar de outras novelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preocupada com o avanço da hora e ainda sem ter matado ninguém (Ferdinand rebelou-se contra o enredo e está no motel fechando a conta), Tereza Cristina embarca em uma jangada com destino a Monte Carlo, mas, a poucos metros da costa, falta gasolina no motor a vela e ela afunda no mar com Pereirinha, cujo desempenho mulherístico nesta novela ficou muito abaixo das nossas expectativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do intervalo comercial, Teodora batiza seu filho com a benção da família Pereira Macieira Oliveira Bananeira. Sua decisão desagrada o pastor Crivella, ainda mais agora que ele virou ministro da Dilma, mas é aceita por Xampu Griselda e a lourinha que não é de se jogar fora vai morar na mansão com Quinzé, Quinzinho, Michael Jackson e Whitney Houston. Precisou esperar, mas arranjou a moleza, se bem que a companhia não seja lá essas coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crô herda fortuna de Tereza Cristina e cria ONG em defesa dos gays. O ex-mordomo vira patrão da noite para o dia e se esbalda com o amante na cama que pertenceu à rainha do Nilo. Baltazar se torna motorista de Crô e acaba submisso a Celeste. (Não estou seguro. Talvez tenha sido Celeste que ficou submissa a Crô, motorista de Baltazar, a quem os corintianos chamam Cabecinha de Ouro.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Wallace ganha cinturão e, livre daquele problema de ter sempre as calças caindo, por falta de cinturão, termina ao lado da Dagmar toda-soltinha-dentro-de-um-vestido-saco-tendo-ao-lado-um-cara-fraco-e-foi-tirá-la-prá-dançar. Já René Descartes e Vanessa da Matta terminam juntos, embora ninguém garanta que aquilo vá durar, sendo o que a prazo de validade dos alimentos tão pequeno. Chef Juan e Letícia se casam, para a felicidade de Vilma, Carol e Fábio. Eles desmentem serem adeptos do sexo grupal. Mesmo sabendo que a novela está em seu último capítulo, o casal concretiza o sonho de começar uma vida juntos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desodorante Griselda termina ao lado de Guaraná Itacy – o sabor da Amazônia, aqui – e faz belo discurso de ética protestante e o espírito do capitalismo, copiado de Charles Chaplin. Como paraninfa da formatura de Antenor, ela emociona a todos que foram pagos para parecer emocionados e, no final do capítulo, descobre que Aguinaldo Timóteo fez a maior força, mas não conseguiu esclarecer todas as pendências: Tereza Cristina está viva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EPÍLOGO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para uma emissora de televisão que já teve Dias Gomes e Jorge Amado entre seus autores, regredir a uma coisa dessa só pode ser conspiração para manter os brasileiros na mais completa ignorância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este artigo está sendo publicado, simultaneamente, em&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.blogdatametrica.com.br/"&gt;http://www.blogdatametrica.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.econometrix.com.br/"&gt;http://www.econometrix.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.gustavomaiagomes.blogspot.com/"&gt;http://www.gustavomaiagomes.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5363245465536248582-7273969291683748748?l=www.blogdatametrica.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.blogdatametrica.com.br/2012/03/sinopse-do-ultimo-capitulo.html</link><author>noreply@blogger.com (Datamétrica)</author><thr:total>0</thr:total></item></channel></rss>
